Muitos pais têm problemas na hora de entregar o aparelho telefônico para as crianças e os adolescentes. Afinal, como utilizar o celular na escola e em casa? Quais são as regras nos colégios quanto ao uso da tecnologia? A partir de que idade permitir tal hábito? Que dicas seguir para que os pequenos não se viciem?

No entanto, não precisa ter pânico ao lidar com tais questões: este texto oferece uma visão geral a respeito do uso dos aparelhos, principalmente no ambiente escolar. Saiba, a seguir, quais são as vantagens e desvantagens do uso da tecnologia, que tanto amplia o acesso ao conhecimento como pode levar a sérios problemas de saúde.

Além disso, descubra quais são os principais cuidados que você deve tomar — a exemplo de deixar os pequenos a par dos malefícios do uso tecnológico em excesso — para que o celular não atrapalhe a qualidade de aprendizagem do seu filho. Comece a leitura agora mesmo para tirar as dúvidas sobre esse assunto tão importante!

Quais são as vantagens do uso do celular na escola?

Antes de descobrir as vantagens de usar o celular, é importante reconhecer a popularização da prática. Para se ter uma ideia, esta respeitada pesquisa do Comitê Gestor de Internet mostrou que a taxa de crianças e adolescentes que acessam a rede pelo dispositivo móvel é de quase 80%.

A taxa de jovens que utiliza o aparelho telefônico deve ser acompanhada pela família e pela escola, pois os especialistas na temática afirmam que a tecnologia traz vantagens — como ampliar o acesso a conteúdo educacional, melhorar as ferramentas de educação, desenvolver habilidade tecnológica e personalizar a aprendizagem —, mas é preciso ter controle sobre o hábito.

Habilidade com tecnologia

A Base Nacional Comum Curricular, importante documento que estabelece regras para a educação no Brasil, reconhece que usar a tecnologia é crucial para a formação dos estudantes, uma vez que os dispositivos ampliam a comunicação dos jovens. Estimular o uso do celular, nesse sentido, familiariza o indivíduo com a tecnologia e o capacita para um futuro cada vez mais informatizado.

Inclusão digital

Não há dúvidas de que o celular amplia o acesso ao conhecimento e é uma ferramenta para as escolas serem mais acessíveis às pessoas com deficiência. No site de compartilhamento de vídeos YouTube, por exemplo, são vários os canais que oferecem áudio-livros e tradução para libras, o que reforça a importância da inclusão social pela tecnologia.

Ferramentas educacionais

O mundo digital também impacta beneficamente a educação e o papel do professor, já que possibilita novas formas de aprendizagem pela tecnologia.

Com ferramentas digitais, o profissional da educação pode dar um retorno rápido aos estudantes, abrindo salas virtuais que capacitam os alunos fora da sala física. Da mesma forma, a tecnologia pode tornar as aulas mais dinâmicas sem precisar se ligar tanto a uma didática tradicional.

Personalização da aprendizagem

Desenvolvendo o item anterior, o uso do celular na escola ainda facilita a personalização da aprendizagem, adequando a habilidade do aluno aos conteúdos educacionais. O estudante pode aprender mais escutando um podcast sobre geometria, assistindo a um vídeo no YouTube sobre gramática do português ou ouvindo, por exemplo, uma música sobre química orgânica.

O importante, em todos os casos, é manter a atenção do jovem com a possibilidade de diversos recursos tecnológicos, mas sem descuidar dos requisitos curriculares obrigatórios para a formação dos estudantes. Agora, você sabe por que o ideal é limitar o uso dessa tecnologia por crianças e adolescentes?

Por que limitar o uso do aparelho do seu filho?

Compreendendo que o celular personaliza a aprendizagem e faz parte do dia a dia do seu filho, não o impeça de utilizar bem essa tecnologia. Porém, entenda que diminuir o contato com o aparelho traz benefícios para a educação dele.

Consumismo

O primeiro ponto negativo ao qual você deve se atentar é o consumismo, porque reduzir o uso de celular é uma forma de conscientizar o seu filho sobre os danos do consumo excessivo. Afinal de contas, não é de hoje que as empresas de telefonia investem nas vendas e, para movimentar o mercado, lançam novos produtos a cada semana.

Comparação entre jovens

Na mesma linha, o celular incentiva uma comparação entre os estudantes, no sentido de ser um símbolo de status para eles. Os jovens podem pensar se estão com o aparelho da moda ou não e, com isso, ficarem ainda mais competitivos entre si.

Sedentarismo

Ficar vários momentos com o celular na mão pode aumentar o nível de sedentarismo dos seus filhos. Para reverter esse quadro, incentive-os a praticar esporte e a sair para conviver com os colegas. Mostre a eles que a rede social não é a única maneira de socializar e que a mudança de hábitos não precisa ser brusca para trazer benefícios à saúde do corpo.

Queda de rendimento

Para se dar bem na escola e obter notas favoráveis nas atividades, é preciso ter uma rotina de estudos organizada e bastante foco. No entanto, os recursos do celular podem atrapalhar a concentração do estudante e fazê-lo perder o ânimo pela aprendizagem formal.

O motivo para o alarde é que um simples toque ou sinalização visual de notificação de uma rede social já desvia o olhar do jovem, dominando a atenção dele. Nesse sentido, observe o quão alto é o vício da criança ou do adolescente ao dispositivo e, se necessário, recorra ao diagnóstico preciso de um especialista.

Vício

O item anterior nos traz a este. Você já ouviu falar em “technological addiction”? O termo em inglês pode soar difícil, mas designa uma prática cada vez mais notada pelos especialistas: o vício por tecnologia entre os jovens.

A tendência pode ser desenvolvida tanto em casa quanto na escola, mas, em ambos os casos, é importante que os pais e os educadores observem a dependência do estudante em relação à tecnologia.

Para equilibrar o uso dos dispositivos no ambiente escolar, o colégio pode investir, também, em recursos manuais, como textos manuscritos e discussão sobre temas polêmicos em sala, além de conscientizar a garotada sobre os efeitos negativos da dependência digital.

Diminuição da concentração

O celular amplia o acesso às informações, mas a grande oferta de entretenimento pode prejudicar a retenção de conhecimento. É normal que crianças e adolescentes busquem, de forma geral, novas experiências, contudo, o perigo está na grande oferta de recursos tecnológicos, que atrapalham o foco e diminuem o poder de concentração nas disciplinas escolares.

Fraude em provas

Apesar de ser ilegal, a prática de colar (obter informação indevidamente) durante as provas é bastante comum na escola. E o mais alarmante é que os celulares podem contribuir para a possibilidade de fraude em atividades educacionais, já que serve para enviar o gabarito das questões, de forma rápida e concomitante, para um número grande de pessoas.

Para reverter a situação, o indicado é recolher os aparelhos digitais no dia da prova ou pedir para que os estudantes os coloquem ao lado da cadeira durante a aplicação da atividade, facilitando o trabalho de fiscalização na sala.

Até o momento, você entendeu alguns motivos para limitar o uso do celular em casa e na escola. Porém, a dúvida que fica é como fazer isso, não é? Há dicas com as quais você pode contar para que os jovens usem a tecnologia devidamente.

Que dicas sobre uso do aparelho os jovens devem ter?

A principal dica para limitar o uso do celular na escola e em casa é: em vez de proibir ou punir o jovem, deixe-o bastante consciente dos benefícios de diminuir o contato com a tecnologia. Para situações na escola, comece explicando a importância de se concentrar na aula, já que haverá menos dificuldade de acompanhar as matérias e mais chance de entrar o quanto antes de férias.

Em seguida, você pode dizer que reduzir o contato com o celular implica uma vida mais saudável — o uso excessivo do celular tem a ver com o aumento do sedentarismo — e mais relações com os amigos na hora do recreio. Em vez de ficar de frente para a tela, o aluno pode estabelecer contato com seus colegas.

Outra dica que ajuda a manter distância do celular é guardá-lo em bolsos fechados para se habituar a deixar o aparelho longe das mãos. Explique para os filhos que muitas pessoas utilizam os dispositivos em situação de nervosismo, mas há outras formas de lidar com momentos de estresse, como sair ao ar livre.

Com que idade eles podem usar celular?

Pais como você se perguntam sobre a idade ideal para permitir o uso do aparelho ao filho. Entretanto, saiba que a resposta não é unânime entre especialistas. Como você já viu, a utilização dos dispositivos digitais (que são uma ótima ferramenta de comunicação e consulta pedagógica) pode levar a problemas.

Alguns pesquisadores, como o filósofo espanhol Enric Puig Punyet (autor de vários livros sobre mundo digital, conexão e redes sociais), afirmam que o celular deve ser liberado apenas para maiores de 18 anos.

O motivo: os jovens estão mais ligados aos efeitos perversos da tecnologia, como o afastamento e a dificuldade de conviver com outras pessoas fora da virtualidade. Para citar um exemplo bastante conhecido dos pais, podemos focar nas crianças que usam o celular na hora da refeição. Isso é bom?

O hábito de usar celular enquanto se alimenta é prejudicial não apenas para o convívio do pequeno com outras pessoas, mas também para a qualidade da absorção dos alimentos e para a própria confiança em relação aos problemas pessoais.

Por isso, você deve ficar atento ao entregar um aparelho telefônico para uma criança menor de 12 anos, ainda que a tecnologia ajude a entretê-los. Somente após tal fase é que a pessoa começa a ter autoconfiança e maturidade para entender em que situações o celular é bem-vindo, seja no lar ou na escola.

Quais são as regras do uso de celular na escola?

Você conhece alguns benefícios e malefícios do uso do celular. Mas, como a escola pode lidar com o assunto? No ambiente escolar, as regras são um assunto delicado, uma vez que dependem bastante da ação pedagógica escolhida em cada escola, seja na rede pública, seja na rede privada.

Contudo, muitos colégios estabelecem uma norma especial sobre o uso das tecnologias em sala ou durante o recreio para que os alunos tenham controle ao utilizar os dispositivos móveis, tentando, ao máximo, usufruir dos benefícios desse produto na vida dos jovens.

Primeiramente, é importante saber que a ferramenta é indispensável para a comunicação com os pais do estudante, mas também pode fazê-lo perder o foco nos estudos. Por isso, as escolas devem estar de olho no potencial do celular, o qual pode ser uma poderosa arma para aumentar a vontade de estudar dos alunos. 

Para atrair a atenção dos jovens, basta investir na potência pedagógica dos dispositivos e as aulas das áreas de humanas, saúde e exatas ganharão adeptos em pouco tempo e sem muita dificuldade.

O problema é que, igualmente, o celular pode ser uma barreira na educação. Por isso, instituições respeitadas, como o Colégio Arnaldo, permitem a consulta ao telefone nos intervalos das aulas e não ao longo da explicação de um professor em classe.

Neste conteúdo, você descobriu por que limitar o uso do celular do seu filho, principalmente na escola. A tecnologia não precisa ser uma inimiga — uma vez que desenvolve habilidades, permite a inclusão digital, desenvolve ferramentas educacionais e deixa a aprendizagem mais personalizada —, mas é preciso estar de olho em como o jovem a tem usado no dia a dia.

Para não deixar que o aparelho atrapalhe o desenvolvimento da criança ou do adolescente no colégio, fique atento às regras da instituição e, na sua casa, faça o possível para não entregar o dispositivo para pessoas com menos de 12 anos de idade.

Agora que você já sabe quais cuidados ter com o celular na escola do seu filho, siga-nos nas redes sociais para estar sempre informado sobre a educação de quem você ama. Estamos no Facebook (unidades Funcionários e Anchieta), no Instagram (Funcionários e Anchieta), no YouTube e no Flickr!