Colégio Arnaldo comemora 110 anos e relembra memórias marcantes de sua trajetória

Neste mês, um dos mais tradicionais colégios de Belo Horizonte completa 110 anos, e com muita história para contar. Exposição marca aniversário da instituição.

Março de 2022 – Há 110 anos, um dos mais conhecidos colégios de Belo Horizonte iniciava sua missão, ultrapassando os conceitos básicos da educação. Indo além, o Colégio Arnaldo buscava, desde seu surgimento, formar seus alunos para a vida fora dos portões do enorme e imponente casarão de esquina que tanto chamava, e ainda chama, a atenção na região centro-sul da capital mineira, hoje conhecida como unidade Funcionários, localizada à Praça Arnaldo Janssen, 200. Alguns anos depois, mais precisamente em 1958, o propósito se estendeu, dando origem à unidade Anchieta, que completa 54 anos também em março

Recentemente, uma terceira unidade, o Centro Educacional Coopeder passou a integrar a família Arnaldo, a partir de uma parceria firmada com a Cooperativa de Consumo dos Servidores do DER/MG. A instituição, enquanto escola infantil, atua há 36 anos em Belo Horizonte, proporcionando o cuidado e o desenvolvimento da primeira infância, fase fundamental para toda criança. Localizada no bairro Santa Efigênia, a terceira unidade do Arnaldo sinaliza a renovação constante da instituição no que tange o pedagógico, há 110 anos inovando em metodologias de aprendizagem.

Clássico e histórico. Essas são duas palavras que descrevem bem o Colégio Arnaldo. Afinal, são muitas histórias para contar, e muitas delas até já renderam um livro em comemoração ao aniversário de 100 anos da instituição, que ficará exposto  como parte da programação de celebração do aniversário da escola. A exposição “Sempre Arnaldo”, montada dentro da escola e com visitação restrita aos alunos e funcionários, oferece ampla variedade de artigos de diferentes áreas de conhecimento que marcam o olégio, como história natural, arqueologia, física e mineralogia.

“A exibição oferece aos presentes a sensação de estarem em uma máquina do tempo, de fato revivendo as memórias e momentos mais marcantes do Arnaldo, da maneira mais real possível, por meio de fotos, histórias e objetos”, afirma Maria Beatriz Rodrigues, responsável pelo acervo histórico da instituição e guia da exposição. “Temos o acervo de memória, com destaque para as fotos antigas de quando a estrutura do colégio ainda estava em construção, antes de ser entregue aos padres verbitas. Tem muita história, e muito causo curioso.”

“Teremos em exposição, por exemplo, a luneta, famosa por ter sido confundida com canhão, e ter sido usada como desculpa para a invasão do colégio em 1917, durante a Segunda Guerra Mundial. Os exemplares do acervo de mineralogia, história natural, arqueologia e peças do acervo de física também estarão expostos, tudo relacionado ao pensamento científico dos padres fundadores do Colégio Arnaldo. Teremos também fotos do Arnaldo Anchieta, que foi fundado como um seminário, mas que há 54 anos se tornou escola, inicialmente chamada de Arnaldinum São José e só depois da unificação da Rede Verbita conhecida como a construção que conhecemos hoje como unidade Anchieta”, explica a guia.

E se a história do Arnaldo é marcada por tantas páginas, os Missionários Verbitas com certeza são parte essencial, ainda no prólogo do livro. Para além das curiosidades e lendas, que também serão lembradas durante a exposição, como o famoso túnel que liga o Colégio Arnaldo a outro colégio, a história dos missionários, que estão em cerca de 80 países, também será contada, haja vista sua participação na fundação do colégio, ainda em um casarão alugado na rua dos Timbiras, em 1912, na época, um externato para meninos.

“O comprometimento com o ensino correu a cidade e aumentou a procura por matrículas, o que fez com que os padres Verbitas conseguissem, em seguida, sua sede própria. E dentro deste prédio em estilo arquitetônico eclético, no bairro Funcionários, estão mitos e histórias”, contam os livros do Colégio Arnaldo.

Com o passar dos anos, o colégio foi sendo cada vez mais reconhecido não só por sua belíssima construção, considerada digna de cartão postal, mas também por honrar seu legado e sua história através de um ensino de qualidade e com visão firme no futuro, sempre em busca de inovação. Em tantas décadas de existência, nomes importantes como Carlos Drummond de Andrade, Guimarães Rosa e Fernando Sabino, reconhecidos nacional e internacionalmente, deixaram marcas, tanto para a instituição quanto para o cenário cultural mineiro, sendo motivo de explícito orgulho para gerações futuras, que também são peça fundamental nesse quebra cabeça.

“É um orgulho muito grande dirigir o Colégio Arnaldo, que foi onde dei minha primeira aula como professor de Ciências e Biologia, minha primeira escola na área de educação, local onde pude aprender muito e onde tive várias oportunidades, oportunidade de ser professor e coordenador”, conta Eldo Pena Couto, diretor da instituição.

Após alguns anos fora guiando outros projetos, e agora de volta ao colégio, Eldo se orgulha da trajetória que o levou até onde está hoje. “É muito importante para mim, fazer parte de um lugar tão rico e importante para a nossa Belo Horizonte, com tradição centenária traduzida não só pela arquitetura belíssima, mas pela sua formação baseada nos valores cristãos. Um costume associado a criatividade e inovação que mantém ensino e formação adequados às demandas das crianças e jovens. A excelência do nosso trabalho, mesmo remotamente quando foi necessário, nossa preparação com a proposta do novo ensino médio e seu itinerário, áreas de aprofundamento, eletivas e qualidade de vida”, conclui o diretor.

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