Unidade Anchieta investiu na equipe de professores e adotou uma nova estratégia pedagógica; em 2018, o colégio ficou em 13º no ranking de Belo Horizonte

O Colégio Arnaldo Unidade Anchieta alcançou o 6º lugar no ranking da Redação do Enem em 2019. O ranking é referente às escolas de Belo Horizonte. Em 2018, o Colégio ficou em 13º lugar. Segundo Cléa Mara, diretora da Unidade Anchieta, o bom desempenho do Arnaldo se deve a um conjunto de fatores: “É o resultado de um investimento em professores e equipe pedagógica. Sair do décimo terceiro lugar para o sexto, em um ano, é um resultado muito satisfatório e mostra que estamos no caminho certo”. Cléa conta também que a equipe de professores de Redação reestruturou o ensino, no intuito de valorizar a escrita: “O corpo docente passou a incentivar o processo de produção dos alunos, no sentido de incentivar a escrita com propriedade. A redação do Enem tem cinco eixos fundamentais e eles são levados para dentro da sala de aula”, explica Cléa.

No Arnaldo, os alunos têm contato com a disciplina de Redação desde o primeiro ano. A instituição acredita que quanto mais cedo iniciar a prática, mais eficaz no processo de escrita o aluno se torna. “É a fase que eles estão na alfabetização, os alunos precisam saber ler e escrever, mas também argumentar. Por isso a disciplina está presente na grade curricular desde o primeiro ano”, conta Cléa. Outra estratégia adotada pelo Colégio é a utilização da plataforma Redação Nota Mil. Os temas disponíveis nela seguem o padrão do Enem e são desenvolvidos para cobrir os assuntos mais importantes da atualidade. A ferramenta também disponibiliza os temas propostos pelo Exame do Ensino Médio nas edições anteriores.

A média do Colégio em Redação passou de 826 para 880, entre os anos 2018 e 2019, no Exame. Francisco Brugnara, professor das disciplinas Língua Portuguesa e Redação, ressalta que não há fórmula mágica para o sucesso, mas que metodologias adotadas em sala de aula contribuíram para o êxito no resultado. “A aula de Redação foi dividida em duas partes importantes: a estruturação do dissertativo argumentativo – dentro de um padrão que o Enem espera – e os estudos temáticos, que são tão importantes quanto à adequação à estrutura textual. Para a construção desse padrão estrutural reuni diversos textos que alcançaram a nota máxima nas edições anteriores do Exame e estabeleci uma relação comparativa entre eles. A partir dessa pesquisa criei uma espécie de modelo e o apliquei nas aulas”, diz Brugnara. Em relação aos estudos temáticos, Francisco explica como foi essencial trabalhar as diversas áreas do conhecimento e como a colaboração dos estudantes foi decisiva nesse processo. “Esse foi, certamente, um diferencial. Nossos alunos sempre traziam excelentes ideias. O repertório era incrível! Isso somava muito à discussão dos temas”.

O docente ressalta, ainda, que o profissional da área de Redação precisa ter uma abordagem multidisciplinar: “Eu sempre brinco que o professor de Redação deve saber um pouquinho de cada coisa! Bom, eu não sei se, realmente, sei um pouco de cada coisa, mas procuro ter um olhar direcionado para a minha área. Em situações cotidianas, como assistir a um filme, por exemplo, eu busco entender como aquilo poderia contribuir para a prática textual: se algo vai me servir de repertório; de argumento; se posso utilizar como comprovação para alguma linha argumentativa que estruturei…  Sempre tento fazer essas articulações da disciplina de Redação com o nosso dia a dia, e sempre compartilho essa dica com os nossos alunos”, conclui Francisco. 

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