Falar de colo, carinho, toque, contato físico, em tempo de pandemia, talvez não seja assim tão comum, mas a pauta, aqui, é colo de mãe – esse, realmente, é insubstituível…

O colo de mãe na infância é um dos cuidados que ajudam a criança a se constituir como sujeito e a desenvolver mais confiança nos seus parceiros sociais.

Qual mãe não se derreteu ao dar colo e, de repente, verificar um olhar fixo da pequena criança no seu olhar?

Independentemente da idade, a criança precisa se sentir acolhida, seja ao dormir, seja ao se levantar, seja ao sentir medo, insegurança, ou mesmo na alegria pelas conquistas diárias.

Muitas mães já devem ter ouvido que mimam demais seus filhos, que dão colo além do necessário e, na certa, receberam críticas por isso. O necessário é incalculável; estamos falando de amor, de conforto, de segurança, atitudes fundamentais para uma criança segura, pois, ao crescer, ela aplicará tudo isso  no cuidado com o amigo, no toque de incentivo, de tranquilização, de aconchego, que vêm perdendo espaço para o individualismo.

Quem não se lembra do colo da mãe quando fingia dormir e estava fora da cama? Das histórias antes de dormir? Das noites em que fugia para a cama do casal dizendo estar com medo do monstro? Essas lembranças afagam os corações.

Então, não deixe que sua criança passe pela vida sem um colo, aproveite e faça massagens, dance abraçadinha com ela, conte-lhe histórias, enfim, faça com seu filho aquilo que gostaria de que sua mãe fizesse com você, pois colo de mãe é eterno, e essas experiências serão responsáveis pela forma individual de autocuidado e de cuidado com os outros para sempre.

Texto da orientadora Rosimeire Marques, Coordenadora da Educação Infantil do Colégio Arnaldo.

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