Não é à toa que os seres humanos são considerados os únicos animais racionais de todo o planeta. Muito embora sejamos capazes de verdadeiras atrocidades em nome de dinheiro e poder, também somos dispostos a pensamentos de bondade e identificação com os nossos semelhantes. Por isso, surge a dúvida: como desenvolver empatia nas crianças?

Sim, é isso mesmo! Apesar de termos a capacidade de sentir empatia (uma habilidade exclusivamente humana e que está relacionada com a identificação com o próximo), nem sempre ela é uma característica inerente dos indivíduos. Por esse motivo, deve ser trabalhada desde cedo, e a escola é um dos melhores ambientes para tal estratégia.

Não sabe como desenvolver a empatia em crianças e adolescentes e gostaria de conhecer o papel da escola nesse contexto? Continue a leitura e saiba mais sobre essa importante competência socioemocional e como incentivá-la dentro e fora dos limites do colégio. Boa leitura!

O que é a empatia?

Como mencionado no início de nossa conversa, a empatia é uma característica exclusiva dos seres humanos. Ela é a habilidade responsável por nos colocarmos no lugar do próximo e, muitas vezes, de nos sensibilizarmos com situações difíceis, pelas quais nossos amigos estão passando em suas vidas.

No entanto, um indivíduo empático é aquele que não só se sensibiliza com o sofrimento alheio. Ele também será altamente perceptivo e poderá, sempre que possível, ajudar os outros antes mesmo da ajuda ser requisitada.

Qual é a importância dessa característica?

Ser uma pessoa empática não parece, à primeira vista, algo muito vantajoso, não é mesmo? Afinal, sentir o sofrimento que os outros sentem não é algo interessante para ninguém. No entanto, a empatia está diretamente relacionada com um dos maiores princípios cristãos: a solidariedade.

Pessoas empáticas são aquelas que se sentem felizes ao ajudar o próximo, um dos maiores ensinamentos deixados pela Bíblia. Além disso, outro atributo importante dos que têm empatia é a capacidade de se sentirem felizes pelas conquistas alheias. Isso é justamente o contrário de um dos maiores pecados: a inveja.

Portanto, como podemos observar, desenvolver a empatia entre as nossas crianças é algo fundamental para que elas se tornem adultos muito mais justos e sigam os princípios morais e cristãos de modo natural ao longo de suas vidas.

Como desenvolver a empatia em nossos lares?

Mas, afinal, como podemos desenvolver a empatia em nossos lares? A seguir, veremos algumas maneiras simples e práticas de tornar esse desenvolvimento algo que seja parte da rotina. Confira!

1. Mantenha o diálogo sempre aberto

Uma das melhores formas para contribuir com o desenvolvimento da empatia é manter o diálogo com as crianças e adolescentes sempre aberto. Ao demonstrar esse cuidado e preocupação, os responsáveis estão mostrando, na prática, que a palavra e a voz de todos aqueles do âmbito familiar importam de maneira igual.

2. Ajude seu filho a desenvolver o autocontrole

O autocontrole é uma característica que está diretamente ligada à empatia. Afinal, é muito fácil ‘’perdermos a linha’’ na hora de conversar com outras pessoas, especialmente quando as opiniões são divergentes. Nesse contexto, manter a calma e respeitar a posição do próximo é fundamental.

3. Apresente opiniões diversas para a criança

Opiniões diferentes são algo completamente normal e esperado. É, inclusive, por meio da pluralidade de ideias que inovações surgem e avanços são feitos em nossa sociedade. Por isso, desde cedo, mostre opiniões diferentes sobre um mesmo tema e explore a reflexão de seu filho, com o objetivo de que ele compreenda que, muitas vezes, uma mesma história tem vários lados e interpretações.

4. Converse sobre a pluralidade e o respeito

Uma das bases da empatia está no respeito. No entanto, algo que comumente esbarra com esse termo em nossa sociedade é a pluralidade entre as pessoas. Afinal, muitos indivíduos não sabem como lidar com as diferenças e destratam aqueles que não seguem um certo padrão. Por isso, é fundamental que as crianças aprendam, desde cedo, a respeitar essas características.

5. Incentive a realização de atividades extracurriculares

Realizar atividades extracurriculares é uma excelente forma de desenvolver a empatia e o contato com o diferente. Um bom exemplo é o teatro, que trabalha essas questões em suas histórias. No entanto, independentemente da disciplina escolhida, essas aulas são uma ótima maneira de conhecer novos amigos e entrar em contato com diferentes culturas.

6. Promova a interação social em ambientes distintos

Ainda falando sobre o contato com diversas culturas, é sempre importante fazer com que a criança interaja com pessoas que estejam fora do seu círculo regular. Levar os pequenos a passeios diferentes e incentivar essa interação é algo que contribuirá positivamente para o desenvolvimento da empatia desde cedo.

Como a escola pode colaborar para o desenvolvimento da empatia?

O desenvolvimento da empatia entre crianças e adolescentes é, além de um dever da família, também algo que pode e deve ser incentivado no ambiente escolar. Para isso, é sempre importante que os responsáveis saibam escolher um colégio que atue em sinergia com os valores morais dos familiares, a fim de agir como uma extensão dos princípios passados em casa.

Escolas que, por exemplo, incentivem a solidariedade entre as crianças, caprichem na explicação das diferenças entre os seres humanos (especialmente no respeito à diversidade) e colaborem para o desenvolvimento de boas relações entre os estudantes demonstram que são preocupadas com o trabalho da empatia.

Uma boa dica é sempre buscar instituições que trabalhem o ensino religioso em seu currículo. Afinal, os princípios cristãos são pautados em fatores como a justiça, o respeito, a humildade e o amor ao próximo, características que têm tudo a ver com a empatia e o que ela representa.

Agora que já sabemos como desenvolver empatia e conferimos os principais benefícios desse incentivo, não perca mais tempo: comece a trabalhar esse aspecto o quanto antes! Além disso, busque colégios que conversem com seus valores morais e que priorizem o desenvolvimento de tais competências em seu dia a dia.

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