Ah, a juventude! Essa é uma época superimportante para o desenvolvimento humano, em que ocorrem diversas descobertas e experiências únicas. Mas, para os pais, nem sempre é fácil saber como lidar com a adolescência, não é mesmo?

Muitos deles acabam sobrecarregando os jovens ou deixando-os ansiosos, além de gerar um clima de descontentamento no lar. Embora possa parecer difícil lidar com alterações de humor e a instabilidade dos filhos, saiba que é possível compreendê-los e dialogar eficientemente, desde que haja muito amor e uma dose de paciência.

Então, quer conhecer algumas dicas para entrar em sintonia, falar a língua dos jovens e lidar com os adolescentes de maneira efetiva? Continue a leitura e saiba como evitar atritos constantes com seu filho e criar um relacionamento saudável.

1. Dê autonomia

Autonomia é o nome dado à capacidade humana de pensar por si mesmo e decidir o que fazer com a própria vida. Embora os adolescentes ainda sejam dependentes de seus pais, é interessante trabalhar a autonomia de cada um deles, ainda que impondo alguns limites.

Estimular o pensamento crítico, o encontro das suas opiniões e, até mesmo, permitir que façam escolhas erradas é fundamental para a formação de adultos conscientes de que suas ações geram consequências que devem ser administradas, sejam elas positivas, sejam elas negativas.

Assim, seu filho pode aprender com seus erros e exercitar a própria cidadania — coisas que são cruciais para qualquer adulto. Portanto, deixe que ele tome algumas decisões e lide com as consequências, boas ou ruins, de seus atos.

2. Dialogue sempre que possível

A conversa é sempre o método mais eficaz de garantir que a relação entre você e seu filho seja satisfatória. Nesses casos, vale conversar sobre tudo, sempre com a mente muito aberta e com muita paciência. Lembre-se de que aquilo que os jovens não ouvem de seus familiares poderão escutar em algum outro lugar sem a garantia da qualidade e veracidade da mensagem.

É recomendado, por exemplo, que assuntos como estética do corpo e padrões de beleza sejam abordados no ambiente familiar e com racionalidade. Afinal de contas, muitas vezes as redes sociais e influenciadores transmitem comportamentos e referências inalcançáveis que podem afetar a autoestima dos adolescentes.

Além disso, compulsão alimentar, distorção da imagem pessoal (que leva à bulimia), bullying e outros problemas vivenciados nessa fase não são fáceis de serem compreendidos pelos adolescentes — que, se não tiverem um diálogo saudável com seus familiares para assimilá-los e se livrarem corretamente deles, podem sofrer consequências graves.

Para isso, demonstre abertura, compreensão e mostre que você consegue conversar sobre os mais variados assuntos, até mesmo os tabus, sem maiores problemas. Escute a opinião de seu filho e explique a sua, criando um debate saudável e construtivo.

3. Saiba limitar

Como mencionamos, incentivar a autonomia é muito importante para os jovens. Afinal, eles precisam conhecer a si mesmos e saberem qual é o seu lugar no mundo. Apesar disso, os limites também são fundamentais para o desenvolvimento dos adolescentes devem ser dados e respeitados, mas sempre com paciência e entendimento.

Horários para voltar para casa, seguir uma rotina de estudos e cuidar da alimentação, por exemplo, são limites que devem fazer parte do dia a dia e levados a sério. Além disso, proibições também valem, especialmente quando se tratam de álcool, cigarro e outros elementos inadequados à idade.

Todas as regras e limites impostos, no entanto, devem ser explicados e até mesmo negociados, demonstrando que a relação entre familiares e filhos é respeitosa. Ou seja, ser flexível e ceder em alguns questionamentos é muito saudável e demonstra que o diálogo é o caminho para o entendimento.

Mas é importante ressaltar que, uma vez que as regras sejam definidas, precisam ser cumpridas integralmente e os familiares devem ser o exemplo comportamental.

Grupos de WhatsApp são muito comuns entre alunos e as famílias da comunidade escolar, mas devem ser usados com moderação e com cuidado para que não interfiram nas lições da escola, que vão muito além do conteúdo programático.

Os adolescentes são orientados a anotarem suas tarefas extras, e, sabem que se não entregarem o conteúdo, perderão pontos que podem ser preciosos no final do ano. Se eles baseiam seus atos nessa situação, seguem registrando suas atividades com o máximo de atenção e comprometimento.

Porém, se eventualmente esquecem, e, seus familiares decidem consultar a informação no grupo de WhatsApp, estão demonstrando que existem atalhos para burlar regras e as consequências de seus atos.

4. Mantenha um contato com a escola

Conversar com a escola é uma ótima maneira de alinhar sua comunicação com seus filhos. Ela é um ambiente em que o adolescente não está sob o seu olhar e, assim, muitos problemas podem ocorrer, como o bullying e outras situações.

O diálogo com a escola e a participação dos pais na vida escolar são fundamentais para observar se alguma coisa está ocorrendo e, então, conversar com o seu filho sobre isso. Além disso, é possível descobrir afinidades e utilizá-las para se aproximar ainda mais do jovem adolescente.

É preciso lembrar que, como instituição de ensino focada em crianças e adolescentes, é natural que seus profissionais e colaboradores tenham amplo conhecimento e experiência no trato com esse público e seus dilemas. Ou seja, eles trazem uma luz técnica ao relacionamento entre familiares e alunos que pode ser valiosa para seu fortalecimento.

5. Descubra os seus gostos

Não sabe do que seu filho gosta? Não consegue dialogar com ele por conta disso? Então, esses são bons tópicos para começar a deixar as coisas mais divertidas. Lembre-se de que ser pai ou mãe não significa que não possam existir momentos de descontração — eles são, na verdade, tão importantes quanto quaisquer outros.

Converse sobre os gostos de seu filho em relação à música, séries ou filmes, e participe desses momentos. Faça maratonas de seriados, leia os mesmos livros ou dê uma chance aos seus álbuns preferidos.

Criar essa conexão também é uma forma nostálgica de lembrar-se da sua própria adolescência e até fazer dela um tema para vocês se divertirem juntos, não é mesmo?

Além disso, quando criamos um laço emocional em nossa memória, a empatia com as alegrias e dores do seu filho serão muito melhores. Depois disso, vale também apresentar a ele as coisas que você gosta. Quem sabe vocês não se tornam fãs de um mesmo artista?

6. Elogie as pequenas coisas

Uma das principais queixas dos adolescentes é justamente a falta de elogio de seus pais ou responsáveis. Elogiar é uma forma de mostrar que você reconhece aquele esforço, acredita em seu potencial, além de deixar claro que ele está mandando superbem em determinado ponto.

Por isso, elogie mais! Se possível, busque algo para elogiá-lo diariamente. Pode ser desde o seu desempenho escolar até coisas mais simples, como o modo que o cabelo está penteado naquele dia. Esse tipo de atitude fortalece a autoestima, o deixando mais confiante, seguro e mais próximo de você.

Além disso, elogios são um dos pilares da disciplina positiva que demonstra ser muito mais eficiente reforçar as boas atitudes do que apontar e punir pelos erros. Ou seja, valorizar os acertos dos adolescentes é uma forma de validar suas atitudes, e, vale tanto para as notas escolares como para engrandecer suas atitudes de solidariedade com idosos ou pessoas desassistidas na rua.

7. Mostre sempre o seu apoio

Muitas vezes, os adolescentes acham que não podem contar com os seus pais. Isso leva a muitos erros que, na maioria das vezes, não são reportados aos seus responsáveis por medo de repressão ou punições.

Para evitar esse tipo de situação, que tal demonstrar que você sempre estará ali por ele? Converse, sempre que possível, reitere que ele pode contar tudo e que vocês resolverão, juntos, os problemas que surgirem no caminho.

A adolescência é cheia de desafios sociais, emocionais e, claro, escolares, que separadamente já são confusos, mas, no caso dessa fase, podem acontecer todos ao mesmo tempo.

Ao demonstrar apoio, os familiares transmitem algumas lições importantes aos seus filhos, como:

  • a importância de encarar os problemas;
  • como pessoas queridas podem ajudar em nossas vidas;
  • o verdadeiro poder do engajamento e motivação.

Ou seja, são maneiras diferentes de iniciar e estabelecer um relacionamento com seus filhos, mas que trazem bons resultados para os envolvidos.

8. Seja também um amigo

Isso nos leva à última dica: seja também um amigo de seu filho. O trabalho de um pai não deve, jamais, ser desconectado da amizade que deve ser nutrida e cultivada entre você e os adolescentes de sua casa.

Ainda que façam parte de gerações diferentes, nada impede que as duas partes busquem compreender uma a outra e se inserir em suas realidades. A amizade entre pais e filhos é, portanto, fundamental para que a relação seja forte e saudável.

Como podemos ver, entender como lidar com a adolescência não é assim tão difícil, não é mesmo? Seguindo essas pequenas dicas, fica muito mais fácil dialogar com os jovens e deixá-los confortáveis e seguros. Essa aproximação faz com que as relações se estreitem e que você passe a ser visto não só como um responsável, mas como um amigo. Assim, o respeito é mútuo e tudo flui de maneira muito melhor!

Gostou deste artigo ou vive situação similar dentro de casa? Como está lidando com as orientações do profissional de psicologia, e, consegue perceber diferenças comportamentais significativas? Comente neste post.

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