Você sabe como lidar com filhos desobedientes? Sem dúvidas, um dos maiores desafios enfrentados pelos pais, desde que o mundo é mundo, é lidar com crianças desobedientes ou teimosas. Essa característica pode ser cansativa, fazendo com que atritos sejam gerados e que o estresse aumente no ambiente familiar.

É fundamental observar o que pode estar desencadeando tais comportamentos e identificar a raiz do problema, pois, acredite, é possível aprender a lidar com a desobediência das crianças e adolescentes. Estar sempre presente na vida dos filhos, por exemplo, é crucial para superar esse obstáculo e garantir uma convivência mais harmoniosa.

Quer saber mais sobre o assunto? Continue a leitura e confira algumas dicas importantes para conseguir o respeito de seus filhos e fazer com que eles se tornem mais obedientes sem que tenham de abrir mão da autonomia e da personalidade!

Como podemos definir a desobediência?

Desobediência é o nome dado à atitude que nos leva a desafiar figuras de autoridade e não seguir as ordens ou recomendações dadas por esses indivíduos. Elas valem para tudo e, em alguns casos, são consideradas crimes pelo Código Penal Brasileiro.

O caso da desobediência entre filhos e seus pais (ou familiares mais velhos) é, felizmente, algo bem mais simples e comum. De modo geral, é considerada até uma parte natural do crescimento e desenvolvimento das crianças, sendo um período relativamente presente no dia a dia de todas as famílias.

O ato de desafiar as principais figuras de autoridade de nossas vidas enquanto jovens — ou seja, os pais — é algo bastante comum e faz parte da formação da personalidade das crianças e adolescentes. Por isso, lidar com tal aspecto pode ser algo cansativo, mas perfeitamente possível desde que os devidos cuidados sejam tomados.

A desobediência também é caracterizada pela afronta às regras estipuladas pelos responsáveis — seja por falta de compreensão, por uma comunicação falha ou por outras razões. Por isso, compreendê-la é fundamental para a melhora da convivência no núcleo familiar e, claro, para o desenvolvimento adequado dos pequenos enquanto cidadãos.

Quais são as principais causas da teimosia e desobediência?

Como podemos perceber, aprender sobre a desobediência e suas nuances é algo fundamental. No entanto, compreender as causas dessas características em uma criança ou adolescente é um assunto muito complexo. A desobediência pode ser, de modo geral, dividida em duas categorias. Elas são:

  • desobediência passiva;
  • desobediência ativa.

Na primeira, a criança ouve os conselhos e ordens de seus pais e não responde, mas, ainda assim, não faz o que é pedido ou atribuído. Na segunda, por sua vez, a resposta é imediata e negativa, em que a criança afirma que não fará o que foi pedido.

Em ambos os casos, podemos observar que, independentemente do temperamento ou da personalidade da criança, o final é sempre o mesmo: há o não cumprimento de direcionamentos dados pelos pais, que são a figura de autoridade do lar.

O que leva, então, um filho a desobedecer aquele que é o responsável por ele? Há inúmeras respostas para essa pergunta e elas levam a outro questionamento: a desobediência existe por conta de atitudes dos pais ou os pais tomam essas atitudes por conta da desobediência de seus filhos?

Analisando essa questão de modo mais aprofundado, podemos perceber que há uma ligação direta entre os fatos, que formam um ciclo. O comportamento dos pais pode refletir em uma desobediência por parte de seus filhos, assim como o comportamento das crianças pode fazer com que os pais tenham uma atitude negativa.

Por isso, podemos dizer que uma das principais causas desse problema é o modo como os pais conduzem a dinâmica de seus lares, fazendo com que as crianças se sintam, por vezes, desafiadas e não tão acolhidas em seu próprio ambiente familiar.

Assim, chegamos à conclusão de que um fator está diretamente ligado ao outro. Isso pode parecer um tanto quanto assustador para os responsáveis pela criança, mas, na realidade, é um indicativo de que é possível resolver o problema ao atingi-lo por diferentes frentes, quebrando o ciclo instaurado no ambiente familiar.

Como lidar com os filhos desobedientes sem gerar problemas em casa?

Agora que compreendemos melhor o conceito de desobediência e sabemos como esse problema pode surgir, que tal aprendermos a condicionar melhor o nosso modo de lidar com a educação das crianças e com a questão da teimosia?

Confira, então, algumas boas dicas para lidar com essa adversidade de maneira cuidadosa, progressiva e realmente eficaz, sem intensificar os atritos em sua família e fazendo com que a criança ou adolescente se sinta devidamente acolhido durante todo o processo. Veja mais a seguir!

1. Invista em um bom diálogo

Ter uma boa comunicação com seu filho é, sem sombra de dúvidas, uma das dicas mais importantes para lidar com a desobediência que, muitas vezes, é fruto do desencontro de informações e da dificuldade de compreensão.

Problemas na comunicação são muito comuns entre as pessoas. Eles podem ocorrer por falhas no diálogo ou discrepâncias de faixas etárias, por exemplo. Além disso, muitas vezes, os pequenos não compreendem muito bem a realidade de seus pais por conta da pouca maturidade.

Por isso, converse e explique as razões pelas quais ele deve ou não fazer determinada coisa, sempre exemplificando e utilizando uma linguagem que seja compreensível para ele. Além disso, é sempre importante utilizar as abordagens corretas para estabelecer esse diálogo.

2. Estude os principais métodos de diálogo

Muitos de nós acreditamos que sabemos conversar, mas na prática a realidade pode ser bem distinta. Afinal, dialogar é algo muito diferente de simplesmente falar ou colocar as palavras com eloquência: essa arte tem mais relação com a compreensão dos sentimentos de nosso interlocutor.

Por isso, estudar sobre os principais métodos de diálogo é algo muito importante. A teoria, por exemplo, pode ajudar muito no desenvolvimento de estratégias para chegar a um consenso. O método socrático é uma bela alternativa para ser utilizada com crianças e adolescentes.

No entanto, isso não é tudo. Saber dialogar também significa estudar sobre psicologia infantil e na adolescência e, claro, também na fase adulta. O autoconhecimento é, inclusive, uma das chaves para o desenvolvimento de um diálogo pleno.

3. Saiba ouvir

Além de saber falar, é extremamente importante saber ouvir. Lembre-se de que é natural que seu filho tenha dúvidas e questione os seus conselhos e direcionamentos. Esse tipo de atitude pode ser um pouco desconcertante, mas não deve, em hipótese alguma, ser reprimido pelos pais ou responsáveis.

Ter perguntas é, inclusive, um ótimo sinal, já que mentes ativas, autônomas e criativas buscam compreender o sentido das coisas. Por isso, sempre que possível, respire fundo e tente elucidar as dúvidas de seus filhos.

Estimule o questionamento e faça desse momento um debate saudável, sempre escutando aquilo que seu filho tem a dizer. Fazer com que ele se sinta ouvido e respeitado fará maravilhas no relacionamento entre vocês.

4. Mantenha a calma

Lembra que falamos sobre respirar fundo? Outra dica muito importante é sempre manter a calma durante as conversas, independentemente do teor que elas tenham. Afinal, nada pode ser resolvido na base do grito, não é mesmo?

Gritar e brigar nunca é a resposta. Isso gera mais nervosismo entre as partes e faz com que o diálogo fique cada vez mais prejudicado, o que pode virar uma grande bola de neve e tornar o convívio entre você e seu filho praticamente insustentável.

Por isso, caso note que você está perdendo a paciência ou que a criança está prestes a deixar os bons modos de lado, proponha uma pausa. Voltar para a conversa com a cabeça fresca é sempre a melhor medida a se tomar.

5. Imponha limites

A imposição de limites é fundamental para qualquer relacionamento entre pais e filhos. Conhecer regras e saber respeitá-las é algo que, sem dúvidas, é muito importante — não só para esse tipo de relacionamento, mas para a convivência em sociedade.

Alguns especialistas afirmam, inclusive, que o não pode ser tanto ou mais educativo do que o sim. Portanto, imponha limites, mas seja maleável e evite o uso de punições caso as suas recomendações não sejam seguidas da maneira apropriada.

Utilize abordagens mais positivas, sempre explicando os motivos que o desagradaram e quais são as consequências que a repetição desse erro pode causar. Estudar tais estratégias, inclusive, é algo extremamente relevante para os pais e responsáveis.

6. Conheça abordagens para a imposição de limites

A imposição de limites é algo que confunde muitos pais ou responsáveis de crianças e adolescentes. Para alguns, dizer não é algo muito complicado e essas pessoas sentem como se estivessem privando seus filhos de fazer aquilo que desejam. Outros, por sua vez, tendem a ser um pouco rudes na hora de abordar os pequenos.

Por isso, é ideal sempre ponderar e encontrar um equilíbrio. Além de estudar sobre o assunto e entender um pouco sobre a psicologia dos jovens, é fundamental conhecer bem o próprio filho e fazer escolhas que levem em consideração a sua personalidade.

A melhor maneira de fazer isso é sempre o diálogo. Converse com seu filho e faça-o compreender a imposição de tais limites. Negar por negar nunca é a melhor alternativa, além de ser algo que pode gerar confusão e sentimentos negativos nos jovens.

7. Demonstre seu respeito à individualidade de seu filho

Você, provavelmente, já ouviu o ditado que afirma que cada cabeça é um mundo, certo? Ele está bastante correto e compreendê-lo é muito importante para respeitar a individualidade de cada criança ou jovem.

Além de impor os limites e saber como lidar com essa questão, é extremamente importante que os pais respeitem a individualidade de suas crianças e adolescentes. Afinal, seus gostos, personalidades e modo de ser são aquilo que os tornam únicos. Isso deve ser sempre celebrado.

Por isso, elogie os pontos fortes de seu filho para que a sua autoestima seja construída de modo positivo e respeite as particularidades de sua personalidade. Assim, ele saberá que pode contar com você para o que der e vier e que as suas regras e direcionamentos são realmente buscando o seu bem-estar.

8. Aprenda a direcionar a individualidade da forma correta

Além de respeitar a individualidade de cada filho, é fundamental que os pais e responsáveis também saibam como fazer isso da maneira correta. Afinal, muitas vezes, podemos fazer incentivos errados às crianças e aos adolescentes.

Uma criança tímida, por exemplo, não pode ser forçada a ser extrovertida, mas também não pode ser incentivada ao isolamento. É fundamental respeitar essa particularidade, mas sempre de modo benéfico, explorando as vantagens que isso traz para a vida do indivíduo e ajudando-o a superar os desafios.

Lembre-se de que qualquer característica carrega consigo aspectos positivos e negativos. É importante saber identificá-los e, a partir disso, tomar decisões que sempre visem ao bem-estar da criança ou do adolescente em questão.

9. Não deposite as suas expectativas na criança ou adolescente

Por fim, outra dica importante é não fazer de seus filhos um espelho de suas expectativas. Querer o melhor para eles é uma coisa, mas esperar que sejam exatamente aquilo que você deseja é algo muito diferente, não é mesmo?

Esse tipo de atitude gera ansiedade e pressão nas crianças, que perdem a sua individualidade e passam, então, a questionar as atitudes de seus pais de forma mais incisiva. Assim, é muito comum que jovens pressionados passem a ser desobedientes e arredios.

Deixe que os seus filhos escolham o caminho que desejam trilhar e os apoie em suas decisões. Essa parceria e amizade têm tudo para fazer com que seu filho não só lhe obedeça — mas confie e o respeite, no sentido mais profundo das palavras.

10. Participe ativamente do dia a dia de seu filho

Uma dica importantíssima para reduzir os problemas com a desobediência é: esteja presente na vida de seu filho. Embora a rotina seja caótica, é fundamental se organizar para estar sempre ali para apoiá-lo no que for necessário.

Há muitas formas de fazer isso e é importante encontrar aquela que mais funciona com a dinâmica de seu núcleo familiar. No entanto, é impossível conquistar o respeito de seus filhos sem estar presente no dia a dia deles.

Isso também vale para a vida escolar. Comparecer às reuniões, olhar a agenda e auxiliar as crianças e adolescentes nas tarefas (sempre que possível) são algumas maneiras práticas de manter a comunicação com o colégio e saber o que acontece no dia a dia de seu filho.

Como lidar com a desobediência longe do ambiente familiar?

A desobediência também pode acontecer durante um passeio ou atividade externas que a família esteja realizando. É o caso das famosas birras no chão do supermercado, não é mesmo?

11. Não ceda à pressão da birra

Em casos em que a birra acontece em um local público, o constrangimento é um fator que entra na equação e faz com que muitos pais cedam à pirraça e ao choro dos filhos.

A atenção e os olhares de terceiros, muitas vezes recriminatórios, criam um senso de urgência nos pais para que eles cessem o choro, e a medida mais rápida, é, sem dúvidas, dar ao filho o que ele está pedindo.

Porém, isso não é saudável para o aprendizado da criança e reforçará o entendimento de que ela pode ganhar o que deseja por esse meio. Dessa forma, é imprescindível não ceder, ignorar os olhares e entender que aquele momento é exclusivo entre os pais e a criança e mais ninguém.

12. Não meça força com a criança ou adolescente

A desobediência é uma resposta não esperada pelos pais, por isso, quando acontece, é natural que cause surpresa e raiva. Porém, é preciso controlar esses sentimentos e não deixar que eles orientem o tom da conversa e a forma como os responsáveis vão lidar com a situação.

Em outras palavras, não meça força com a criança ou adolescente, não fale mais alto ou demonstre sua irritação. Aplicar restrições descabidas também é um confronto de forças que não ajudará no entendimento.

Em vez de tudo isso, procure manter o controle da situação demonstrando calma, racionalidade e, acima de tudo, maturidade.

13. Não use violência física ou verbal

O descontrole emocional, algumas vezes, nos faz tomar algumas atitudes inesperadas que podem ser agressivas e intimidadoras, ainda que tomadas a distância da criança ou adolescente.

Expressões raivosas, socos na mesa ou mesmo gritos de atenção são expressões de violência que as crianças não devem aprender nessa situação. Isso distancia os pais fazendo que eles sejam temidos, e não obedecidos.

14. Distraia a atenção do foco da pirraça

Uma forma de lidar com a pirraça e desobediência é fazer com que ela saia do foco e tenha menos importância do que o restante. Em um passeio com vários amigos, por exemplo, se a criança está desobedecendo às orientações dos pais, eles podem mudar o foco da brincadeira, chamar um colega para conversar e, assim, fazer com que a tensão da criança em criar um conflito desacelere até que a orientação possa ser oferecida com calma.

15. Não crie exceções às regras que você criou

Alguns pais criam regras para determinadas situações, mas, na primeira oportunidade que é favorável a eles, fazem concessões. Ainda que tenha justificativas compreensíveis para os adultos, o mesmo não acontece com as crianças e adolescentes, que precisam compreender limites.

A ação de desobrigar o cumprimento de um combinado é assimilada pela criança ou adolescente, que entenderá que existem caminhos para o ato ser ignorado, e, por consequência, vão desejar fazer o mesmo.

Com muita paciência, respeito e diálogo, é possível restabelecer o equilíbrio familiar e lidar com filhos desobedientes, seja em casa, seja em lugares de convívio comum.

Consegue perceber como as pirraças e contestações das crianças sempre têm um embasamento ou raiz em exemplos e sentimentos que precisam ser compreendidos e trabalhados?

Com essa abordagem, tenha certeza de que todos sairão ganhando! Os pais não terão o desgaste de lidar com as pirraças e desobediências com tanta frequência, e, cada vivência será um aprendizado para que os filhos compreendam seus sentimentos e como devem se comportar.

Para aprender ainda mais sobre como lidar com filhos desobedientes, confira uma entrevista exclusiva sobre o assunto com um especialista em educação e psicologia infantil. Assim, você ficará ainda mais bem informado sobre como estabelecer o equilíbrio em sua família.

Você também pode conversar com a equipe do Colégio Arnaldo para conhecer nossa filosofia e saber como podemos ajudar no processo de educação dos seus filhos. Estamos localizados nas unidades Anchieta e Funcionários!

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