O desenvolvimento de uma criança independente começa desde seus primeiros anos de vida e é reforçado quando ela entra na escola, experimenta novas situações e desafios longe de seus pais, ainda que monitorado por um educador.

Com os estímulos certos para sua independência, a criança assume o protagonismo de suas decisões, refletindo sobre as regras existentes, obrigações, e, claro, as consequências que suas escolhas podem trazer. É um processo natural, mas, muitas vezes, os pais acabam atrasando esse desenvolvimento ao oferecer tudo pronto e resolvido para seus filhos.

Então, como estimular e garantir que suas intervenções como pais não estão atrapalhando a aquisição da autonomia de seus filhos? Neste post, trazemos algumas dicas valiosas. Confira!

Boas práticas para os pais criarem filhos mais autônomos

Como cuidadores, é natural que os pais queiram oferecer toda ajuda para seus filhos, mas essa atitude, quando exagerada, pode impedir o desenvolvimento dos pequenos.

Por isso, para ter uma criança independente, é preciso permitir, gradativamente, que elas vivenciem suas atividades e obrigações.

Estimular a criança a organizar seus brinquedos

Desde pequenos, as crianças precisam ter regras e rotinas a serem seguidas, e, com os estímulos e orientações certas, podem compreender os benefícios de realizá-las.

Organizar os brinquedos no quarto, por exemplo, é uma atividade que envolve planejamento e o uso da memória para colocar os itens nos lugares certos. Porém, além de estimular o aprendizado motor, também pode ser um momento importante para incentivar a independência da criança.

Mostrar que o quarto fica livre para uma nova brincadeira e que ela pode encontrar o brinquedo mais facilmente quando está tudo no lugar é uma maneira de apontar as consequências positivas de realizar, rotineiramente, essa atividade.

Permitir que a criança tome algumas decisões

Se, mesmo compreendendo os benefícios do quarto arrumado, ela, ainda assim, não quiser guardar seus brinquedos naquele momento, tomará uma decisão que tem consequências.

Note que não estamos mencionando castigos por desobediência, mas, sim, a permissão para que a criança esteja ciente que ela colherá os ônus e os bônus de sua escolha. Seria o caso, por exemplo, de não poder chamar colegas para brincar em sua casa até que ela esteja arrumada.

Existem outras situações que também permitem que a criança tome suas próprias decisões, e algumas delas despertarão sentimentos e emoções que os pais precisam ajudar a compreender no intuito de colaborar para a formação do pensamento crítico.

Deixar que a criança tome banho e troque de roupa sozinha

Deixar que a criança faça sua higiene pessoal, escolha suas roupas e se troque sozinha também são ótimos estímulos à autonomia. Para isso, é preciso ensiná-la e guiá-la com carinho e paciência nas primeiras tentativas, mostrando cada detalhe que não pode ser esquecido.

Essa experiência permitirá que o pequeno compreenda como se adapta melhor às rotinas. Ele pode identificar, por exemplo, que prefere escovar os dentes antes do banho, e essa sequência será internalizada por ele sem que os pais precisem ficar lembrando.

Para consolidar o aprendizado, as atividades podem ser segmentadas para parecerem mais fáceis, e, claro, palavras de incentivo e motivação sempre ajudam.

Mostrar que ela é responsável pelas atividades escolares

Com a evolução escolar, as atividades começam a surgir, assim como a necessidade de estudo regular, não é mesmo? Por isso, deixar claro para a criança que aquelas obrigações são delas é fundamental para o estímulo de sua independência.

Em tempos onde grupos de Whatsapp são criados pelos pais, reforçar essa orientação é determinante, afinal de contas, se a criança esquece de anotar seus deveres para o dia seguinte, não pode buscar essa informação no grupo recorrentemente —precisa vivenciar as consequências de sua falha para não haver reincidência.

Os pais devem apenas acompanhar as atividades extraclasse quando requisitados, assim como tirar dúvidas, sugerir leituras e outras ações que estimulem o raciocínio lógico e a absorção do conhecimento pela criança.

Contribuições da escola no desenvolvimento da criança independente

Mas e o colégio nesse processo? Como pode ajudar? O planejamento das atividades e rotinas escolares são um caminho.

Manipulação de livros

Quando um adulto lê o livro para a criança, ela não observa as letras e imagens na visão do leitor. Ou seja, recebe a história de forma passiva.

Porém, quando ela pode manipular o livro e contar a história à sua maneira, a criança compreende que não precisa de terceiros para vivenciar o universo da literatura.

Esse é um pequeno exemplo que se repete nas demais atividades desenvolvidas para os alunos de uma escola, ou seja, cada detalhe da abordagem pedagógica reforça que a autonomia é algo positivo e alcançável.

Desenvolvimento do pensamento lógico

Além de determinante para a compreensão dos conteúdos pragmáticos da escola, o desenvolvimento do pensamento crítico também ajuda nas reflexões que as crianças começam a fazer para tomar suas decisões.

Ao estimulá-los nas atividades escolares com diferentes abordagens, os educadores ainda conseguem ampliar o repertório da criança, que conseguirá analisar uma situação sob distintas perspectivas.

Proposta de compromissos e rotinas realizadas autonomamente

O uso de uma agenda para anotar atividades, o cronograma de aulas, horários de entrada e saída, necessidade de trocar os materiais da mochila e demais marcos da organização da escola também propõem ao aluno a necessidade de criar um compromisso e estar em dia com ele para não sofrer consequências.

Orientação e alinhamento com os pais

É preciso ter uma sintonia no discurso dos pais e da escola quando o assunto é o desenvolvimento da criança independente. Por isso, a instituição pode aumentar sua contribuição compartilhando seus conhecimentos pedagógicos que podem auxiliar nesse processo.

Conteúdos, palestras, reuniões coletivas e individuais com os pais podem ajudar no desenvolvimento de cada criança, seja em sua bagagem de conhecimento, seja em seu comportamento.

A formação de uma criança independente pode garantir que ela chegue à fase adulta mais confiante emocionalmente, comprometida com suas obrigações, objetivos pessoais e papel na sociedade. Pensar no futuro dos seus filhos dessa maneira é muito prazeroso, não é mesmo?

Porém, para conquistar esses resultados, é preciso estimular a independência deles o quanto antes e com os parceiros que estejam nessa sintonia, como é o caso do Colégio Arnaldo. Quer saber como esses princípios estão enraizados nas nossas atividades? Entre em contato com nossa unidade mais próxima e saiba mais!

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