Os recursos tecnológicos podem trazer diversos benefícios para o aprendizado de crianças e adolescentes, no entanto, é necessário ter cautela no mundo digital por conta dos riscos do cyberbullying.

Esse é um problema que preocupa principalmente no Brasil, país com o segundo maior índice de casos de bullying na internet de acordo com a pesquisa da Ipsus, realizada com pais e mães de filhos com até 18 anos. O levantamento apontou que as redes sociais são onde isso mais acontece (70%).

Então, o que fazer para evitar que os filhos sofram ou sejam autores dessa violência virtual? Se você busca essa resposta, veio ao lugar certo. Continue a leitura, entenda melhor esse conceito, por que é preciso ficar em alerta a essa questão e como a escola e pais podem lidar com esse tipo de intimidação ou ameaça!

O que é cyberbullying?

O bullying — um problema comum no ambiente escolar — é um ato de violência (física ou psicológica) caracterizado pelo comportamento agressivo e repetitivo, em que pessoas que ocupam uma posição dominante agem para causar sofrimento a outros. É uma forma de ataque e intimidação que pode ser motivada, muitas vezes, por questões racistas e discriminatórias.

Essa forma de violência tem ocorrido com frequência nos meios digitais, o chamado cyberbullying, e pode atingir qualquer pessoa que utiliza a internet, apesar de ser mais recorrente entre crianças e adolescentes. E é isso que preocupa os pais e educadores, principalmente pelo acesso cada vez mais frequente desse público às redes sociais e aos aplicativos de mensagens.

No ambiente virtual, esse tipo de ataque pode acontecer na forma de ameaça ou propagação de calúnia, o que gera constrangimento de ordem psicossocial. Alguns exemplos são a adulteração de fotos e vídeos, de dados pessoais ou até a disseminação de boatos envolvendo a pessoa.

Por que é preciso ter atenção a essa questão?

É necessário que a escola e a família prestem atenção aos sinais do cyberbullying, pois ele ocorre, muitas vezes, de forma silenciosa, já que está em um contexto digital.

Contudo, é uma intimidação que pode deixar marcas nas vítimas, acarretando distúrbios comportamentais e emocionais que vão prejudicar a vida escolar e pessoal. Sem contar que, apesar de ser virtual, pode ser incitado por pessoas que convivem com a criança ou com o adolescente.

Assim, o aluno que passa por isso pode ter desinteresse pela escola e pelos estudos e ainda sofrer com estresse, ansiedade, problemas de autoestima e depressão.

Como os pais e a escola podem evitar esse problema?

Confira a seguir algumas atitudes que os pais e a escola podem tomar para lidar melhor com a questão, evitando que ela ocorra com os filhos.

Manter um diálogo aberto sobre o tema

A tecnologia faz parte da vida dos alunos, mas é preciso saber usá-la. Nesse sentido, cabe aos pais e educadores manter um diálogo aberto sobre os perigos da internet.

É importante mostrar ao seu filho que é errado fazer comentários ofensivos nas redes sociais e que, de forma contrária, caso ele seja vítima de alguma intimidação, deve procurar ajuda dos pais ou o apoio da escola para lidar com a questão.

Nessa hora, vale alertá-lo que não deve confiar em todas as informações que encontra na rede e nem nas pessoas que, possivelmente, podem ter interesse em manter contato.

Estabelecer uma relação de confiança com os filhos

Em algumas famílias, devido à rotina corrida, ocorre um afastamento entre pais e filhos. Nesse contexto, há mais risco de ocorrer o cyberbullying, já que fica difícil acompanhar o que as crianças e adolescentes fazem na rede, quem são seus amigos e os conteúdos que acessam.

Dessa forma, é imprescindível que os pais participem da vida dos filhos, acompanhem a rotina escolar e conheçam o grupo com o qual eles convivem. Com essa relação de confiança é mais fácil evitar que a violência virtual aconteça.

Recomendar boas práticas no ambiente virtual

No ambiente escolar é válido preparar aulas ou promover palestras que ensinem boas práticas no ambiente virtual, como:

  • não compartilhar senhas, nem mesmo com os amigos;
  • não aceitar convites de amizade de desconhecidos;
  • não compartilhar conteúdos ofensivos, agressivos ou discriminatórios;
  • ter cuidado com a publicação e compartilhamento de fotos que podem colocar em risco sua integridade física e privacidade;
  • não divulgar endereço, número de telefone e dados pessoais na rede.

Monitorar e controlar o que os filhos fazem na internet

Os tablets e celulares são vistos, muitas vezes, apenas como entretenimento, ou seja, como algo inofensivo. Mas os altos índices de cyberbullying no Brasil mostram o contrário, por isso os pais têm que monitorar as páginas que os filhos acessam na internet.

O monitoramento pode ser feito pela consulta ao histórico do navegador e o controle com a instalação de programas que restringem o acesso a determinados sites.

Acompanhar as redes sociais dos adolescentes

Como dissemos, a rede social é o ambiente onde as crianças e, principalmente, os jovens estão mais sujeitos a sofrer com o cyberbullying. Isso ocorre porque é uma plataforma com a possibilidade de postar e comentar sobre qualquer tipo de assunto e de compartilhar fotos e vídeos.

Por isso, cabe aos pais verificar em quais redes sociais os filhos estão inscritos, instruir sobre as boas práticas nesses canais e também acompanhar o que eles postam e compartilham.

Estimular a empatia

Um dos motivos que levam ao cyberbullying é a falta de empatia, ou seja, de aceitação de alguém com características, crenças, estilo ou até preferências diferentes. Nesse sentido, é papel da escola desenvolver essa habilidade socioemocional com rodas de conversa sobre o tema, estímulo ao trabalho em equipe e outras atividades que façam os alunos refletirem sobre a aceitação do próximo.

Neste você, você percebeu que é preciso estar alerta ao cyberbullying, evitando consequências mais sérias para a vida de crianças e adolescentes. A internet oferece inúmeras possibilidades de acessos e contatos, por isso cabe à escola conscientizar quanto ao uso mais adequado desses recursos. Para os pais, é fundamental ter uma relação mais próxima com o filho para acompanhar o que ele faz no mundo digital.

Quer monitorar seu filho no ambiente virtual? Veja como saber o que ele faz na internet!

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