desenvolvimento cognitivo e emocional

3 dicas para ajudar no desenvolvimento cognitivo e emocional dos filhos

Os últimos anos — um tanto turbulentos em razão, principalmente, da pandemia do novo coronavírus — foram muito propícios para a ampliação dos diálogos acerca da relevância das habilidades socioemocionais e para que houvesse uma cautela maior no que diz respeito à saúde mental. Nesse sentido, o desenvolvimento cognitivo e emocional ganhou muito mais espaço, tornando imprescindível, contudo, que entendamos as distinções entre os dois conceitos.

Em suma, os elementos cognitivos estão relacionados à construção de conhecimentos mais específicos e naquilo que é transmitido em sala de aula. Já os fatores emocionais focam o controle e a compreensão do que se sente. Mas qual é exatamente o papel dos pais nesse processo? Quais são as etapas que o constituem? Como é possível estimular o desenvolvimento cognitivo e emocional dos filhos?

O tema é complexo e, de fato, as dúvidas são inúmeras. Pensando nisso, elaboramos um post com o intuito de sanar as mais comuns e ajudá-lo nessa missão. Continue a leitura!

Quais são as etapas do desenvolvimento cognitivo e emocional?

Inicialmente, é interessante destacar que existem pesquisas neurocientíficas que afirmam que a emoção e a cognição estão associadas de forma direta ao processo de ensino-aprendizagem. Afinal, as emoções são as responsáveis pelos sentimentos e, por conseguinte, esses mesmos sentimentos tornam viáveis as ações racionais, contribuindo para o início do aprendizado.

Nesse contexto, não há como não mencionar Jean Piaget, que elaborou a principal teoria relativa ao desenvolvimento infantil, oferecendo uma resposta bastante prática sobre o modo como o indivíduo “evolui” a partir do seu nascimento. Nesse caso, a sua concepção envolve tanto a maturidade psíquica quanto a relevância da interação com o meio à volta. A partir desse entendimento, os estágios — ou marcos — do desenvolvimento seriam:

  • sensório-motor, de zero a dois anos, com o início da consciência sobre o próprio corpo, distinguindo-o do mundo físico restante, com a evolução da inteligência ocorrendo em três etapas — reflexos de fundo hereditário, organização e hábitos e inteligência prática;
  • pré-operacional, de dois a sete anos, com o desenvolvimento da linguagem, gerando três consequências para o âmbito mental — socialização da ação, com trocas entre os indivíduos; desenvolvimento do pensamento a partir dos porquês e desenvolvimento da intuição;
  • operacional concreto, de sete a 12 anos, com o desenvolvimento de operações concretas e do pensamento lógico acerca de coisas concretas, implicando a compreensão da relação que se estabelece entre coisas e a capacidade de classificação de objetos; a superação do egocentrismo da linguagem e o surgimento das noções de conservação de peso, volume e substância;
  • operacional formal, de 12 anos em diante, com o desenvolvimento da habilidade de construir teorias e sistemas abstratos, com formação e entendimento de democracia, de justiça, de amor etc.; com a transferência de um pensamento concreto para um pensamento abstrato e com a capacidade de ser hipotético-dedutivo, ou seja, capaz de chegar a conclusões a partir de hipóteses.

De que forma os pais podem fazer parte desse desenvolvimento?

Naturalmente, todos os estágios que compõem o desenvolvimento cognitivo e emocional têm as suas particularidades e podem ser estimulados de variadas maneiras. Nos primeiros anos, por exemplo, os pais podem optar por atividades que sejam mais lúdicas e ligadas, então, aos sentidos dos pequenos, com a utilização de texturas, movimentos, cores e sons.

Posteriormente, é interessante apostar em jogos que fazem associação entre objetos e palavras e tirar proveito da curiosidade inerente à infância para incentivar as crianças a buscarem conhecimentos. Ao longo do processo, apenas não deixe de ter em mente o quão fundamental é ser paciente e se fazer disponível para explicar como algo funciona várias vezes, se necessário.

Por fim, já nos estágios finais, é válido investir em jogos que envolvam raciocínio lógico e instiguem as habilidades investigativas, além de competições. Nesse contexto, boas práticas são, por exemplo, as elencadas a seguir.

1. Utilize a tecnologia

Altamente presente na vida das crianças desde cedo, a tecnologia é uma grande aliada para o desenvolvimento cognitivo e emocional quando há uma boa utilização dos seus recursos. Nas etapas mais avançadas da evolução cognitiva, inclusive, é válido ir um pouco além, não apenas utilizando, mas produzindo-a. Nesse sentido, aulas que envolvam, por exemplo, a habilidade de resolução de problemas complexos podem trabalhar capacidades extremamente importantes para a vida adulta.

2. Acompanhe de perto todo o desenvolvimento dos seus filhos

Os pais podem colaborar para o desenvolvimento infantil muito mais do que imaginam quando têm disponibilidade para o acompanhamento pedagógico. Lembre-se de que, provavelmente, os seus filhos levarão tarefas escolares para serem feitas em casa e, muitas vezes, até mesmo precisarão de uma ajudinha para se preparar para as avaliações.

Nessas ocasiões, mesmo que você não domine os conteúdos, é indispensável demonstrar o quão atento está à aprendizagem deles, monitorando os estudos de perto. Se preciso, é possível recorrer a algum familiar que possa auxiliá-los ou até contratar um profissional de reforço escolar.

3. Opte por uma boa instituição de ensino

Por fim, é imperativo que você saiba identificar o que precisa levar em consideração no momento de escolher a escola ideal para matricular os seus filhos. Essa decisão nem sempre é tão simples, haja vista que, via de regra, a depender da sua localização, as opções são inúmeras. Logo, avaliar todas elas demanda tempo e atenção.

Uma dica para evitar dores de cabeça é iniciar estudando o que você enxerga como essencial para a formação dos seus filhos. Você busca, por exemplo, uma escola tradicional, mas, ao mesmo tempo, receptiva às transformações do mundo moderno e que acompanha as inovações? Você idealiza que a instituição de ensino tenha valores cristãos alinhados aos disseminados no seio familiar? A partir do que você define como indispensável, torna-se mais fácil afunilar a lista de alternativas.

Como você pôde ver, o desenvolvimento cognitivo e emocional, embora envolva alguma complexidade, pode ser estimulado por meios bastante simples, até mesmo quando não existem conhecimentos mais aprofundados na área.

Assim, você — em conjunto com a escola — será capaz de formar integralmente cidadãos plenamente inseridos na nossa realidade, capazes de se relacionar com todo tipo de pessoa, conscientes de seus deveres e de seus direitos e preparados para lidar com a complexidade que permeia a vida em sociedade.

E você? Como vem trabalhando o desenvolvimento cognitivo e emocional dos seus filhos até aqui? Deixe o seu relato nos comentários!

Quer receber mais conteúdos como esse gratuitamente?

Cadastre-se para receber os nossos conteúdos por e-mail.

Email registrado com sucesso
Opa! E-mail inválido, verifique se o e-mail está correto.
Ops! Captcha inválido, por favor verifique se o captcha está correto.

Fale o que você pensa

O seu endereço de e-mail não será publicado.