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Entenda a diferença entre educação bilíngue e aula de inglês

Você sabe qual a diferença entre as tradicionais aulas de idiomas dos colégios e a educação bilíngue? Já ouviu falar em ensino integrado de inglês para crianças? Entenda mais a seguir!  

Apesar de a população brasileira apresentar baixos índices de proficiência em idiomas estrangeiros, dominar a língua inglesa na infância é uma das habilidades mais significativas para quem deseja abrir portas no futuro profissional e acadêmico.

O programa pedagógico ofertado pela escola pode ser determinante no que se refere à consolidação do aprendizado do seu filho. Sendo assim, é preciso estar por dentro do assunto para fazer a melhor escolha!

Pensando nisso, neste post vamos falar um pouco mais sobre a importância, na atualidade, de ser fluente em outro idioma, bem como a de implantar a metodologia bilíngue nas instituições de ensino. Somado a isso, vamos conhecer os principais benefícios do ensino integrado de inglês e descobrir como os pais podem estimular o aprendizado dos pequenos dentro de casa. Vamos lá?

Qual a proficiência dos brasileiros em língua inglesa?

Antes de entender a diferença entre educação bilíngue e aula de inglês, é importante conhecer o nível de proficiência na língua inglesa no Brasil. Para que você tenha uma ideia, o último ranking divulgado sobre o tema coloca o país canarinho na 53ª posição entre 100 nações pesquisadas.

Dessa forma, os brasileiros estão atrás de outros países latino-americanos, a exemplo da Argentina, de Honduras e da Bolívia, segundo a mesma pesquisa. O resultado, portanto, demonstra como é fundamental dominar a língua inglesa (se possível, ainda na infância, melhor idade para aprender inglês) e se destacar nesse cenário.

Por que aprender outros idiomas?

O Brasil não tem os melhores níveis de bilinguismo, mas há razões para investir no aprendizado de inglês. Conhecer outros idiomas é uma forma de melhorar o raciocínio, além de abrir portas no mercado de trabalho e na vida acadêmica, futuramente.

Quem tem fluência em inglês consegue, por exemplo, ter acesso a mais conhecimento, comunicar-se com outras pessoas e descobrir novas culturas. Por isso, o ensino de língua inglesa é obrigatório nos ensinos fundamental e médio nas escolas brasileiras. Mas você sabe como a aula de inglês e a educação bilíngue se diferenciam?

Qual a diferença entre aulas de inglês e educação bilíngue?

Para responder à questão, é necessário compreender, antes, o cenário educacional no Brasil. Aqui, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação oficializa a disciplina de língua inglesa a partir do ensino fundamental. Na prática, as aulas de inglês têm um componente curricular a ser trabalhado pelo professor em encontros semanais com a turma.

Assim, escolas que oferecem aulas de inglês ensinam a gramática da língua inglesa aos pequenos, instruindo-os a usar desde numerais, cores, nomes de animais e dias da semana até demonstrando o funcionamento de assuntos mais complexos, como a conjugação verbal irregular e a construção frasal.

A educação bilíngue, por outro lado, é comprometida com o ensino natural do inglês, oferecendo disciplinas do currículo básico escolar (como matemática, ciências, história e geografia) com aulas ora desenvolvidas na língua materna, ora transmitidas no idioma estrangeiro.

Portanto, o grande diferencial dessa metodologia, em relação às aulas de inglês, é a possibilidade de ganhar fluência em outra língua sem se ater, somente, a aspectos gramaticais. Com isso, os estudantes são inseridos em um contexto de bilinguismo nos primeiros anos de vida, utilizando os idiomas em situações reais, em casa e na escola.

A título de informação, existem também as escolas chamadas internacionais (suíça, inglesa, alemã e britânica, principalmente). Elas se diferenciam da educação bilíngue apenas no que diz respeito ao currículo, ou seja, enquanto a bilíngue usa o currículo brasileiro, as internacionais acompanham o currículo e o calendário escolar do país a que estão ligadas.

Como a educação bilíngue pode ser implantada nas escolas?

Até o momento, você entendeu como é o nível de proficiência em inglês no Brasil e percebeu como aulas de língua inglesa são diferentes do programa de educação bilíngue nas instituições escolares. Porém, a dúvida que fica é: como implantar o bilinguismo nas escolas nacionais?

Antes de tudo, é preciso contar com uma equipe pedagógica bilíngue, que ofereça a melhor experiência para os alunos, seja apresentando conteúdos escolares nas duas línguas (o português e o inglês), seja deixando a garotada confortável diante do desafio de adquirir outra linguagem.

Depois, a escola deve criar um currículo que atenda às exigências nacionais, seguindo a Base Nacional Comum Curricular (documento que estabelece o conteúdo programático dos ensinos infantil, fundamental e médio), e que possa ser explicado aos alunos tanto na língua materna quanto no idioma estrangeiro.

Inclusive, o ensino bilíngue, além da integração natural do idioma ao conteúdo de outras disciplinas curriculares, permite que o aluno desenvolva as competências previstas no BNCC (consideradas fundamentais para o século 21), tais como: pensamento reflexivo e crítico, trabalho em equipe, resolução de problemas, uso das novas ferramentas tecnológicas, entre outras.

Da mesma forma, é importante que os professores estejam preparados para integrar os estudantes, mostrando para eles que pode ser difícil aprender um novo idioma na infância, mas que a aquisição linguística será natural com o passar do tempo, mantendo a dedicação aos estudos e prestando atenção às aulas.

Quais as vantagens da educação bilíngue?

A implementação de uma metodologia de ensino bilíngue nas escolas oferece inúmeros benefícios aos alunos, aos pais e à própria instituição. Confira abaixo alguns deles!

Ensino motivador e aprendizagem natural

A educação bilíngue se caracteriza pela inserção natural do idioma estrangeiro na vida da criança. Dessa forma, uma das principais qualidades do método é a interdisciplinaridade, capacidade de abordar assuntos de diferentes áreas do saber em uma única aula.

O ensino bilíngue para crianças consegue, também, aumentar a carga horária de exposição ao inglês, se comparado às aulas semanais do idioma. Sob essa perspectiva, os pequenos têm facilidade para lidar com o contexto internacional, expressando-se em português e na língua estrangeira naturalmente.

Bons resultados e maior visibilidade da instituição

Por outro lado, escolas que investem em educação bilíngue são mais respeitadas pelo mercado, uma vez que têm retornos significativos sobre a proficiência em língua estrangeira dos alunos. Com essa postura, o colégio ganha visibilidade e se mostra à frente de outras instituições educacionais.

Desenvolvimento cognitivo e saúde em longo prazo.

Engana-se quem pensa que as qualidades do bilinguismo param por aí. Essa forma de adquirir outra língua melhora, também, o desenvolvimento cognitivo da criança, que está desenvolvendo o aparelho fonador e tem que raciocinar simultaneamente em dois idiomas.

O ensino bilíngue também estimula o foco da criança, fazendo com que ela consiga se concentrar mesmo em contextos repletos de estímulos conflitantes. Esse tipo de aprendizado significa, igualmente, ganhos para a saúde futura, como retardar o aparecimento de doenças.

Pesquisas apontam que indivíduos proficientes em mais de um idioma com tendência genética ao Alzheimer demoram cerca de cinco anos para manifestar sintomas, em comparação aos monolíngues.

Fortalecimento das habilidades socioemocionais

No entanto, os principais benefícios para os pequenos estão relacionados ao âmbito socioemocional, uma vez que ter acesso a outro idioma representa o contato com modos de pensar e culturas diferentes daquela em que eles foram formados.

Assim, o processo de ensino-aprendizagem, além da ampliação do repertório cultural, contribui para o desenvolvimento de habilidades de empatia, cidadania, cooperação, autonomia, criatividade, comunicação e respeito à diversidade.

Ótimo custo-benefício

Por fim, a metodologia bilíngue no ensino básico representa uma economia efetiva para os pais, que gastariam com uma escola de idiomas para os filhos. Sem a necessidade de contratar os serviços de um curso particular, os responsáveis ajudam as crianças a terem domínio do inglês rapidamente. E, o melhor, ganham um ótimo custo-benefício nessa escolha.

Como os pais podem potencializar o aprendizado dos filhos em casa?

Além de escolher um colégio que incorpore um bom programa bilíngue, há outras maneiras pelas quais os pais podem ajudar as crianças a terem um melhor aproveitamento no aprendizado de inglês.

Listamos algumas dicas simples, mas que podem fazer toda a diferença. Afinal, a parceria entre família e escola é fundamental!

  • Não deixe que o único contato da criança com o idioma seja no ambiente escolar;
  • incorpore o inglês no cotidiano, mesmo que sejam apenas expressões;
  • dê de presente livros bilíngues;
  • assistam juntos a filmes conhecidos e divertidos no idioma estrangeiro;
  • ouçam músicas nas versões em inglês e português;
  • incorpore as novas ferramentas tecnológicas como aliadas da aprendizagem (inclusive, há vários aplicativos bilíngues à disposição);
  • estimule amizades com crianças estrangeiras;
  • crie jogos educativos para brincar em casa (jogo da memória é uma ótima opção);
  • lembre-se: crianças aprendem muito pelo exemplo, então, aprenda inglês também!

Neste post, você entendeu o que é educação bilíngue e por que esse método de ensino se difere das tradicionais aulas de inglês oferecidas pelas escolas. Além disso, pôde perceber como disciplinas que integram o português e a língua inglesa despertam o conhecimento, dinamizam o raciocínio e tornam a aprendizagem linguística mais natural e motivadora para os pequenos.

Saber mais sobre educação bilíngue foi útil para você? Então, certamente vai adorar conhecer a educação híbrida, entender por que ela é também uma tendência para o futuro e sua importância para o desenvolvimento educacional das crianças. Acesse mais um de nossos posts para conferir!

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