Muitos pais não sabem como falar sobre dinheiro com os jovens. O assunto, tão crucial para criar responsabilidade em crianças e adolescentes, precisa ser abordado com cuidado, para que as orientações surtam o efeito esperado.

Neste texto, aprenda a importância de ensinar a educação financeira para os filhos, saiba quando começar a aplicá-la em casa e quais são as principais vantagens de controlar as finanças pessoais. Leia agora mesmo!

O que é e como funciona a educação financeira?

Vivemos em uma sociedade consumista e temos como dever fazer escolhas conscientes na hora de lidar com o nosso dinheiro. Tal é o objetivo da educação financeira, assunto que desperta muita dúvida nos pais ao educar os filhos.

Porém, é importante saber que a aprendizagem está além da organização de gráficos e tabelas. A educação financeira começa desde o berço e está nos pequenos atos do cotidiano.

Para saber usar dinheiro conscientemente, é preciso falar com leveza com os filhos, seja dando um cofrinho, pagando uma mesada ou até mesmo emplacando um jogo ou uma conversa em família. Nunca é cedo demais para descobrir como usar bem o dinheiro.

Quando ensinar educação financeira para os filhos?

Você já sabe o que compreende e para que serve a educação financeira na vida dos jovens. Mas a pergunta que não quer calar é: quando começar a aplicá-la em casa com seus filhos?

Antes de tudo, saiba que você não está sozinho no desafio. A dúvida é bastante popular entre os pais e tem respostas simples, a depender primeiramente da idade do filho. Tudo isso porque há diferenças na forma como uma criança de 6 anos e um adolescente de 13 usam o dinheiro no dia a dia. Explicamos!

De 3 a 6 anos

Não se apavore: a educação sobre a renda deve iniciar no jardim da infância e na alfabetização, no período que vai dos 3 aos 6 anos de idade, quando as crianças começam a despertar para o valor das coisas e a necessidade das trocas ao redor delas.

Nessa etapa, os especialistas indicam que haja um estímulo visual para que os pequenos vejam o dinheiro aumentando. Ao invés de dar mesada a eles, aposte em um frasco transparente e os incentive a completar o cofrinho com as moedas que ganharem ao longo da semana.

Converse sempre com eles sobre o uso consciente e coletivo do dinheiro. Exercite os pequenos também com exemplos do dia a dia, desde explicar por que uma bala vale “x” até por que tal brinquedo não cabe no orçamento familiar.

De 7 a 13 anos

Após os 7 anos de idade, seus filhos começam a entender melhor a relação com o dinheiro. Se, antes, a mesada não era a aposta ideal para iniciar a vida financeira deles, deve ser uma boa escolha nessa fase!

Estipule com seu cônjuge um valor mensal ou semanal para repassar aos jovens. Para saber a quantidade de dinheiro da mesada, pense nos gastos habituais dos seus filhos e cobre deles metas possíveis — como tirar somente notas azuis no boletim do colégio — para ganhar tal quantia.

Com o dinheiro em mãos, peça que eles administrem o valor com responsabilidade. Afinal de contas, se usarem tudo antes do tempo, não receberão nova mesada antes do prazo estabelecido pelo casal.

A todo momento, não faça com que a educação financeira seja um assunto pesado. A economia nem sempre é vista com bons olhos pelas pessoas, mas você pode incentivar seus filhos a compreenderem o mundo econômico com jogos lúdicos, a exemplo do Jogo da Vida e Banco Imobiliário.

A partir de 14 anos

Incentivando seus herdeiros a lidar com o dinheiro desde os primeiros anos de vida, é compreensível que eles cheguem à adolescência com um grande senso de responsabilidade diante das finanças pessoais. Assim, você pode ir a um próximo passo quando eles completarem 14 anos de idade.

Além de receberem uma mesada, eles devem saber cuidar da própria conta no banco. Abra uma poupança ou conta-corrente simples com eles para que saibam a importância da educação para conquistar a liberdade financeira.

Com a saída do ensino médio e o início da graduação, apresente para eles um cartão de crédito. O benefício é uma ótima pedida para cobrar deles ainda mais jogo de cintura para não perder o limite ao fazer compras.

Como o ensino das finanças pode contribuir?

No item anterior, você descobriu qual é a melhor idade para aprender educação financeira. Desde o senso de responsabilidade com o dinheiro até o despertar do consumo consciente, o controle pessoal sobre o dinheiro pode contribuir bastante para o desenvolvimento dos seus amados!

Organização

Entre os benefícios da educação financeira para os filhos está o desenvolver da organização pessoal com planos e gastos. Para não cair em dívida, é preciso saber desde cedo quanto se tem e quanto se pretende gastar, equilibrando as contas e sabendo até onde se pode investir.

Poupança

Outra qualidade atribuída ao saber usar a própria grana é a necessidade de poupar para conquistar aquilo que se deseja. Desde cedo, as crianças descobrem que a renda só cresce no cofrinho quando se coloca mais uma moeda nele. Mais tarde, com o cartão de crédito, elas entendem que não podem ultrapassar o limite, ainda que desejem algo.

Consciência

No entanto, uma das maiores benesses que a educação financeira pode despertar no indivíduo é o consumo consciente e responsável. Com tanta vontade de consumir, é preciso comprar somente aquilo que realmente é necessário, cuidando do orçamento da família — e do planeta — para não entrar no vermelho!

Neste texto, você ficou por dentro de como iniciar a educação financeira para os filhos, um aprendizado que começa desde cedo com o intuito de transformar a relação dos seus filhos com o dinheiro. Com vários exemplos em casa, as crianças aprendem quanto custam os produtos que desejam, seja com um cofrinho na infância ou uma conta bancária na adolescência.

Agora que você sabe o que é e como a educação financeira pode ajudar os jovens a ter mais responsabilidade com o próprio dinheiro, deixe um comentário neste post sobre sua experiência com o tema!

Powered by Rock Convert