educação pós-pandemia

5 tendências da educação no pós-pandemia

A educação pós-pandemia passa por mudanças que já podem ser consideradas irreversíveis. Depois de uma adaptação abrupta para o ambiente digital, as instituições de ensino agora passam por processos de adaptação para a retomada das aulas presenciais. A nova realidade ressalta necessidades e desafios que merecem a nossa atenção.

O retorno às aulas presenciais tem ocorrido de maneira gradual no país inteiro. Muitas instituições decidiram aguardar, enquanto outras já começam aos poucos a partir do ensino híbrido. Contudo, na maior parte dos casos, o momento é de muito planejamento para garantir a melhor adaptação para todos.

Para explicar melhor as mudanças geradas na educação durante os últimos meses e o que podemos esperar no pós-pandemia, convidamos Cássio Lima, Coordenador do Ensino Fundamental Anos Finais e Médio do Colégio Arnaldo, Unidade Funcionários. Continue a leitura!

1. Ensino híbrido

Para Cássio Lima, o ensino híbrido é uma tendência da educação pós-pandemia que veio para ficar no currículo das escolas. “Muitas práticas ficaram otimizadas com o ensino híbrido. Por exemplo, a possibilidade de gravar aulas para que o aluno assista em outro momento, monitorias e plantões que podem garantir o reforço escolar a distância“.

A educação híbrida é uma metodologia de ensino que combina aprendizado online e offline. São mesclados momentos em que o aluno estuda sozinho, de maneira virtual, e momentos em que a aprendizagem ocorre de maneira presencial, com a interação entre professores e estudantes nas instalações físicas da instituição de ensino.

O acesso a uma infinidade de ferramentas de estudo por meio da internet só tem a agregar mais valor para a relação entre os profissionais da educação e os alunos. Cássio Lima ainda ressalta a vantagem que o ensino híbrido tem de personalizar o processo de aprendizado.

“É uma questão de promover uma educação de qualidade, permitindo que o aluno tenha a possibilidade de assistir às aulas de acordo com a sua demanda e uma flexibilidade em algumas questões para desenvolver o seu aprendizado”.

2. Uso de recursos cada vez mais avançados

Boa parte dos recursos tecnológicos na educação para a conjuntura pós-pandemia já vem sendo colocada em prática nos colégios que apostam em uma infraestrutura diferenciada, como aponta Cássio Lima. “Os professores tiveram que aprender ferramentas novas, que, inclusive, podem levar para a sala de aula. Não há problema algum, por exemplo, fazer provas em que a correção é automática, o que facilita a vida do professor e acelera o lançamento de notas“.

Com o amplo uso de recursos digitais, os educadores descobriram um mundo a ser explorado. São possibilidades que trazem as práticas educacionais para o século XXI, ou seja, é uma chance de superar visões ultrapassadas sobre a aplicação da tecnologia na educação. “Infelizmente, nossa sociedade ainda pensa que os professores que usam tecnologias não querem dar aula“.

Cássio Lima explica que o costume da sociedade com o sistema tradicional precisa ser revisto. “Estamos acostumados com o modelo tradicional no qual uma boa aula é aquela em que o professor passa horas falando, quando, na verdade, não é isso“.

Uma aula boa é aquela em que o professor consegue tornar o aluno o ator principal do seu aprendizado“.

Para o coordenador do Colégio Arnaldo, um dos aprendizados que ficam depois da pandemia está relacionado aos benefícios das novas ferramentas para o trabalho dos professores e, principalmente, para o aprendizado dos alunos.

3. Estímulo à colaboração dos alunos

A colaboração entre professores e alunos se tornou um dos desafios centrais na educação durante a pandemia. Longe das salas de aula, foi preciso recorrer a uma gama de recursos tecnológicos para mantê-los engajados não só nas aulas em si, mas também nas atividades assíncronas propostas pelos professores.

Cássio Lima destaca o papel essencial da interação entre estudantes e professores para as práticas educacionais. “Eu acredito que o ensino remoto pode complementar o aprendizado do aluno, complementar a educação, mas nunca ser a base. A educação tem que ser presencial. A escola, além de trazer conhecimento para os alunos, tem uma função de socialização, ainda mais em nossa sociedade moderna”.

Ele ainda reforça a importância da troca de conhecimento entre professores e seus alunos.

“O professor também aprende muito com os alunos, não podemos esquecer isso”.

O estímulo à colaboração deixa de ser uma necessidade apenas de aulas a distância e demonstra que é um princípio comum de todo processo de aprendizado. E, com as aulas remotas, ficou mais clara a importância da participação dos estudantes para que tudo realmente aconteça e para que sejam atingidos os objetivos pedagógicos.

4. Aulas mais criativas

É verdade que o ensino a distância realmente tem resultados quando existe o cuidado de gerar interesse no aluno. Segundo Cássio Lima, para que haja ganhos com esse modelo, “o grande segredo é organização, saber ter cronogramas estabelecidos, propostas bem estabelecidas, aulas que realmente tenham conteúdos e possam ser atrativas”.

Um dos desafios percebidos por muitos pais durante a quarentena foi a questão da disciplina demandada dos estudantes para assistir às aulas pelo computador. O sistema a distância exige maior esforço de envolvimento e, por isso, pede aulas mais criativas dos professores, que sejam realmente capazes de engajar os alunos naquilo que é apresentado.

Cássio destaca o papel indispensável da tecnologia na elaboração de aulas cada vez mais enriquecedoras nas escolas. “Hoje, já existem modelos 3D capazes de transmitir visualmente noções que eram abstratas para o pensamento dos alunos, como células do corpo, placas tectônicas e tantos outros assuntos”.

5. Práticas de cuidados sanitários

Os cuidados sanitários em instituições de ensino e em outros ambientes compartilhados permanecerão durante algum tempo como práticas essenciais para manter a saúde das pessoas. Além disso, é uma das tendências da educação pós-pandemia mais imediatas, uma vez que os cuidados ganham ainda mais foco no período de volta às aulas.

Cássio Lima destaca a preparação do Colégio Arnaldo para o retorno das aulas presenciais. “O Colégio Arnaldo se preparou com tudo que foi indicado pelos órgãos de saúde. Estamos preparados para o retorno, estudando várias possibilidades de rodízio, fluxo de pessoas, espaços demarcados e salas de aula com espaçamentos entre as carteiras“.

A parceria entre família e escola é outro valor que ganha força nesse período. “A pandemia nos mostrou como a educação é importante, como devemos valorizar os nossos professores, como devemos valorizar a escola. Espero que as famílias tenham tido essa consciência. Educar não é fácil, ensinar também não é. Então, é importante que a gente tenha essa parceria cada vez mais próxima entre as escolas e as famílias“.

O Colégio Arnaldo está acompanhando as tendências da educação pós-pandemia e adotando as medidas necessárias para o retorno às aulas presenciais. Notamos que muitas tendências já acompanham o desenvolvimento da educação há alguns anos e que serão colocadas em prática de maneira mais sistemática por todos daqui para frente.

Para você entender mais sobre como a nossa instituição se adaptou aos desafios da educação pós-pandemia, acesse o site do Colégio Arnaldo e entre em contato conosco.

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