Educar seu filho com satisfação, sem culpa.

Na última semana, o Colégio Arnaldo Anchieta teve o prazer de receber a doutora Ângela Mathylde, para explanar sobre os “Princípios para educar seu filho com satisfação, sem culpa, em tempos de distanciamento social.”

Nesse encontro on-line, nossa convidada esclareceu que, para manter a sanidade mental, é necessário preservar a rotina. Para isso, a casa precisa ser organizada.

No entanto, é preciso ter a lucidez de que há uma diferença entre rotina e costume. Costume é aquilo que se faz mecanicamente; já a rotina é planejada. Uma forma de exercitá-la, neste momento, é sinalizar para o cérebro que você não está de férias. Para tanto, é preciso estabelecer horários, atividade e cumpri-los de forma satisfatória.

É importante que cada pessoa tenha seus próprios utensílios, para que possa cuidar deles (lavar, secar, etc.). A divisão das tarefas domésticas não sobrecarrega ninguém. A cooperação familiar é de extrema importância para o estabelecimento de vínculos mais saudáveis. É uma demonstração de amor.  Eu sinto que o outro me ama por meio de gestos, cuidado, respeito, limite. Amor não é tolerância.

Algo que também precisa ficar claro na vivência deste momento é que os ambientes de trabalho em casa precisam ser bem determinados. É necessário fazer um “contrato” de ocupação do ambiente, com o qual todos da casa concordem.

O “tripé da saúde mental” é a autoestima, a autopreservação (que norteia o outro a mim) e o diálogo (que estabelece os “contratos“ de convivência).

Tendo em vista esse tripé, a família tem a possibilidade de estabelecer limites, o que demonstra o momento de parar, que é anterior ao ápice do estresse. Há também a perspectiva de que o excesso passa a ser um norteador das relações, visto que ele desestabiliza o convívio: muita comida, muita fala, muito carinho, tudo em demasia traça o ponto certo para a pausa. O excesso traz fadiga, desmotivação e comportamentos que geram a disrupção.

É possível reestabelecer o equilíbrio por meio do diálogo. Primeiramente, ao se conceituar diálogo, é relevante esclarecer que ele não é somente uma conversa. Para dialogar, o outro precisa de permissão para ouvir. A autoridade não é maior que o limite dado pelo outro. Dialogar é convidar, estar na mesma vibração. O diálogo vem do individual para o coletivo e do coletivo para o individual. É falar do todo, e o todo me referenciar.

O diálogo é essencial. Por meio dele, conseguimos compreender as nossas fragilidades, principalmente no momento em que a tendência é “colocar os genes à flor da pele”, trazendo à tona todas as reclamações ligadas ao convívio familiar. O diálogo precisa ser sincronizado com a faixa etária da pessoa nele envolvida.

Um ponto importante: as relações são estabelecidas por erros e acertos, que constituem as principais fontes de crescimento. O diálogo precisa ser relembrado, trazer a autorreflexão e não pode ser permeado por pensamentos ruins.

Texto das orientadoras Andréa, do Ens. Fundamental anos finais e Ensino Médio e Drielen, da Educação infantil e Ensino Fundamental anos iniciais do Colégio Arnaldo.

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