Escolher o melhor colégio para os filhos, às vezes, é um desafio para os pais, que podem se questionar sobre qual é a melhor opção: escola pública ou particular? Colégios particulares podem demandar um investimento alto, mas o nível da escola pública brasileira, muitas vezes, não satisfaz as expectativas dos pais.

Entretanto, a ideia de que o ensino particular é sempre melhor do que o público é um pouco simplista, pois existem colégios particulares com mensalidades a preços muito baixos e que não oferecem uma estrutura ideal aos alunos. Por outro lado, algumas escolas federais, por exemplo, apresentam alto nível de desempenho.

Continue a leitura e veja alguns pontos importantes a serem considerados na hora de escolher a melhor instituição de ensino para o seu filho.

Existe um modelo ideal de escola?

Cada família e criança apresentam suas peculiaridades. Alguns pais podem se preocupar com que os filhos tenham acesso apenas aos conteúdos formais de ensino, outros esperam que a escola vá mais além.

É muito importante que pais interessados em uma educação de qualidade escolham uma instituição capaz de atender às suas expectativas, o que varia em cada família. Por conta dessa pluralidade, não existe um modelo ideal de ensino, pois cada um se adequará melhor a determinado serviço oferecido. Portanto, é essencial pesquisar com cautela qual é a melhor opção para o seu caso específico.

Por que uma escola particular pode ser uma boa opção?

Com certeza o investimento, muitas vezes alto, pesa na escolha entre uma escola pública ou particular. Porém, é importante analisar os benefícios que uma instituição privada pode oferecer, não apenas ao aluno, mas também aos pais. Veja alguns deles a seguir.

Infraestrutura

A manutenção de uma escola pública depende de verbas enviadas pelo governo federal, estadual ou municipal, conforme qual dessas esferas for responsável por ela. Já a escola particular é mantida pelo pagamento de mensalidade dos alunos. A administração da escola, seja pública, seja particular, é a responsável pela forma como esse dinheiro é gerido.

O que acontece, na maioria dos casos, é que a verba da instituição pública não é suficiente para investir em melhorias significativas, sendo usada majoritariamente para manter os serviços básicos e já existentes. Já a administração da escola particular tende a investir o dinheiro em melhorar a estrutura e acrescentar cada vez mais dispositivos que beneficiem o aprendizado e desenvolvimento do aluno.

A evolução tecnológica é mais bem acompanhada pela escola particular. Algumas instituições, por exemplo, não utilizam a lousa, que foi substituída pela tela multimídia, facilitando a assimilação dos conteúdos, com grande utilização de imagens e vídeos.

Dinamicidade dos conteúdos

Os conteúdos na escola pública tendem a ser mais engessados e não mudam muito. A homogeneidade dos métodos e conteúdos contrasta com a diversidade de alunos. Portanto, é comum que uma mesma metodologia seja aplicada por um longo período e entre estudantes com diferentes níveis de aprendizado e histórias de vida, o que pode não funcionar para todos.

A escola particular, geralmente, ajusta-se às particularidades do aluno. No ensino privado de qualidade, o estudante é estimulado a refletir mais, e não apenas aprender de forma mecânica os conteúdos formais, sem qualquer questionamento.

Qualificação dos professores

Como tudo que já foi dito aqui, isso não é uma regra, mas, em geral, os processos seletivos da rede privada de ensino tendem a ser mais rigorosos do que na pública. Isso ajuda a garantir a contratação de profissionais bem preparados.

Porém, comumente, alguns professores alternam trabalhos em escolas públicas e particulares. Nesse caso, o que vai diferenciar o ensino oferecido é a infraestrutura da escola, assim como a quantidade de alunos atendidos por eles.

É importante frisar que no ensino público há diferenças na forma como cada estado ou município lida com a educação. Alguns dão mais importância ao setor, outros nem tanto. Há também diferença entre as instituições federais.

Em algumas localidades, o sistema educacional estadual ou municipal pode dificultar a vida profissional do professor, que não é incentivado, nem financeira, nem profissionalmente. Assim, fica difícil extrair o melhor do profissional.

Algumas escolas particulares também costumam mesclar professores experientes com educadores recém-formados. Isso para que haja equilíbrio entre o conhecimento e a experiência dos mais velhos e a disposição dos mais jovens em inovar.

Quantidade de alunos

A sala de aula de uma escola pública geralmente tem entre 30 e 40 alunos, que são extremamente diversos, com diferentes níveis de aprendizado e histórias de vida. Isso torna muito difícil trabalhar de forma efetiva, e nesse contexto poucos alunos se sobressaem.

A escola particular tem salas de aulas bem menores, possibilitando ao educador oferecer uma atenção personalizada ao aluno, que será mais estimulado e bem atendido. Assim, o seu tempo de aprendizado é respeitado.

Pode parecer um detalhe, mas quanto menor for a quantidade de alunos em sala, menor é a possibilidade de haver conversas paralelas e ruídos que atrapalham o raciocínio dos alunos.

Além disso, em turmas menores, os educadores conseguem focar nas dúvidas de cada aluno, o que é uma postura inviável em turmas com 30 ou 40 pessoas. O professor consegue dar aulas personalizadas, e o desempenho da turma tende a ser muito melhor.

Comunicação com a família

A comunicação entre escola e família costuma ser maior quando o aluno está matriculado em uma escola particular. Os pais ou responsáveis tendem a se interessar mais quando investem nos estudos do filho, e a escola também mantém essa comunicação por meio de várias ferramentas.

A parceria entre escola e família é muito importante para a formação da criança. Quando os educadores identificam alguma dificuldade recorrente em sala de aula, por exemplo, eles podem comunicá-la à coordenação da escola para que, juntos à família do aluno, possam ser traçadas as melhores soluções.

Algumas instituições oferecem sites interativos e aplicativos para que os pais ou responsáveis consigam acompanhar o desempenho escolar do aluno e suas tarefas, interagir com outros pais e com a escola.

A tecnologia serve de instrumento para aproximar a família da vida estudantil da criança. Ao perceber essa união em torno da sua educação, ela tem o incentivo e o reconhecimento necessários para evitar a indisciplina e manter a motivação com os estudos.

Educação em tempo integral

Muitas escolas particulares contam com o ensino em tempo integral. Nesse formato, o aluno fica o dia todo na escola e, assim, tem acesso a várias atividades extracurriculares, como o ensino de música.

Certas instituições também trabalham o desenvolvimento do lado humano da criança, por meio de projetos sociais e ações que desenvolvam a empatia e os valores morais, sendo de extrema importância para a vida em sociedade.

Estímulo ao protagonismo infantil

Já ouviu falar da importância do protagonismo infantil? A discussão em torno dessa estratégia pedagógica vem crescendo nos últimos anos, principalmente depois que o mundo digital passou a ser usado como ferramenta de conhecimento pelas escolas.

O protagonismo infantil é uma postura pedagógica que mostra à criança que ela pode ser agente importante do seu próprio desenvolvimento e capaz de mudar o mundo à sua volta. A tecnologia é uma aliada importante dos educadores na tarefa de trabalhar com o protagonismo na educação, quando pensamos no acesso aos smartphones, por exemplo.

Quando os pais investem em escolas que priorizam o protagonismo infantil, eles estimulam uma série de benefícios para os seus filhos, como o incentivo à proatividade e a habilidades socioemocionais, o desenvolvimento do autoconhecimento e o estímulo à empatia e ao respeito com as diferenças.

Escolas públicas e particulares podem trabalhar com o protagonismo infantil, mas os recursos para esse tipo de abordagem é, sem dúvidas, mais abundante no ensino privado.

Além da maior presença de recursos tecnológicos, como as salas de aula online e ferramentas de interação com o aluno em sala de aula, as escolares particulares podem aproveitar o contato frequente com as famílias para conscientizá-las sobre a importância do protagonismo infantil nas relações fora da escola.

Apoio em situações atípicas

Outro detalhe importante que destaca as escolas particulares é a maior capacidade de se adaptar a situações atípicas e oferecer apoio a alunos e familiares. As mudanças nas relações de ensino-aprendizagem provocadas pela pandemia do novo coronavírus é bom exemplo.

O fechamento das instituições de ensino por um período indeterminado foi uma medida adotada pelo governo com o objetivo de reduzir o número de contaminados. As escolas precisaram se adaptar a esse novo contexto para evitar que seus alunos perdessem um ano inteiro de progressão nos estudos.

Foram mudanças que envolveram o uso das ferramentas digitais como mediadoras nas relações entre educadores e alunos — salas de aula online, videochamadas, entre outras atividades remotas. Um exemplo é uso dos serviços do Google for Education.

Muitas escolas públicas simplesmente fecharam as portas e esperam a retomada do calendário para as aulas tradicionais. Por outro lado, a maioria dos colégios particulares realizou planejamentos para migrar ao ensino remoto, capacitar os educadores e permitir que as famílias acompanhassem as mudanças de perto.

De todo modo, ao escolher entre escola pública ou particular, é preciso conhecer as instituições da sua região e ver qual delas atende melhor as suas expectativas para a educação dos seus filhos.

Se você mora em Belo Horizonte e está em dúvida, conheça mais sobre o Colégio Arnaldo. Contamos com diversos projetos sociais em que pais e alunos trabalham de forma ativa para incentivar a formação humanizada. Por ser um colégio tradicional e católico, prezamos muito pela formação cristã e humana.

Gostou das dicas? Aproveite a visita para conferir mais informações sobre a educação das crianças. Aproveite nosso blogpost sobre as aulas remotas na Educação Infantil!

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