esgotamento emocional

Veja como os pais podem evitar o esgotamento emocional dos filhos

Aulas a distância — ou o retorno recente à modalidade presencial —, preparação para o vestibular, necessidade de isolamento social em razão do cenário pandêmico etc. A verdade é que, à sua maneira, as crianças e os adolescentes também têm enfrentado diversos desafios nos últimos tempos.

Uma reportagem do Jornal de Brasília, inclusive, reforça essa percepção, apontando o expressivo aumento do número de adolescentes e jovens com transtornos mentais e que procuram atendimento especializado durante a pandemia. Na realidade, as incertezas em relação ao futuro, os receios e as inseguranças, as alterações no cotidiano e a sobrecarga de atividades, entre outros fatores, desencadearam em uma parcela expressiva da população o que se chama de “esgotamento emocional”.

Em razão disso e porque nem sempre os filhos conseguem expressar em palavras o que vêm sentindo e vivenciando, é essencial que os pais mantenham um olhar ainda mais atento a fim de perceber quaisquer indícios que apontem para o quadro de esgotamento emocional, o que pode exigir um apoio profissional. Pensando nisso, neste post, vamos elencar as principais informações acerca desta condição, quais são os sintomas mais aparentes e de que modo os responsáveis podem ajudar os jovens a superarem-na. Continue a leitura!

Quais são os sintomas mais perceptíveis do esgotamento emocional que os pais podem observar nos filhos?

Embora o esgotamento emocional seja, na maior parte dos casos, desencadeado por outros distúrbios psicológicos, é possível perceber os seus reflexos na saúde orgânica e até notá-los no comportamento. Comumente, as crianças e os adolescentes, mesmo que os sintam, não conseguem discernir o que os acomete, tornando essencial que os pais e/ou responsáveis tenham uma atenção maior com os sinais mais marcantes de modo que a síndrome possa ser combatida a tempo, antes que ocorram maiores agravos e prejuízos.

A seguir, veja os principais sintomas que podem indicar o esgotamento emocional nos filhos:

  • mudanças no apetite, de modo que as crianças e/ou os adolescentes passam a ingerir os alimentos em quantidades excessivas, por exemplo, a fim de suprirem — ainda que de maneira inconsciente — as necessidades que vêm sentindo, ou mesmo rejeitar as refeições, alegando que não sentem fome;
  • cansaço em excesso, tanto físico quanto mental, a ponto de, mesmo após um período de repouso, a sensação persistir;
  • alterações no sono, como sonolência em excesso ou mesmo quadros de insônia, que podem se manifestar de variadas maneiras, seja com uma demora maior do que o habitual para dormir, seja com um despertar frequente durante a madrugada, seja com a experimentação de um sono muito mais agitado;
  • dificuldade de concentração, haja vista que, com o cansaço mental, torna-se muito mais difícil focar as atividades, raciocinar e até prestar atenção ao que está fazendo;
  • desânimo e apatia, já que, comumente, as crianças e os adolescentes que estão enfrentando o esgotamento emocional não sentem vontade de fazer nada — até mesmo simples interações com outras pessoas;
  • ausência de esperança, pois a condição também provoca a impressão de que nada mudará, de que inexistem soluções para os problemas enfrentados e de que não há saídas para o que ele está passando;
  • medo, com uma notória sensação de que o indivíduo emocionalmente esgotado se sente ameaçado a todo momento e apenas consegue pensar de modo negativo quanto ao que pode vir a acontecer.

Contudo, é importante destacar que os sintomas também podem se manifestar fisicamente, de modo que é fundamental observar se os seus filhos têm apresentado, por exemplo:

  • palpitações;
  • constantes dores de cabeça;
  • tensão muscular;
  • problemas digestivos;
  • alterações muito repentinas no peso corporal.

Como é possível prevenir o esgotamento emocional nesses casos?

Para auxiliar os seus filhos em idade escolar, ao notar os primeiros sintomas, é importante que haja uma imediata atuação. Nesse contexto, podemos comparar nosso corpo a um smartphone, por exemplo.

Da mesma maneira que você recarrega a bateria do aparelho todos os dias, faz-se necessário buscar “recarregar as baterias” dos jovens. Nesse sentido, a pergunta-chave é: como fazer isso? A seguir, veja algumas boas práticas que podem ser adotadas no dia a dia.

Mostre-se disposto a ouvi-los e demonstre compaixão

Certifique-se de que os seus filhos sabem que podem contar com o seu apoio, mostrando-se disposto a escutar o que eles sentem sem criticá-los ou apequenar as suas sensações e os seus sentimentos. Separe um tempo entre os afazeres domésticos e/ou profissionais e, com compaixão, tente ao máximo estabelecer uma conexão com eles todos os dias.

Ajude-os a focarem aquilo que vai bem

Se eles vêm lidando, por exemplo, com dificuldades no retorno às aulas presenciais ou com uma grande pressão sobre si mesmos quanto à preparação para o vestibular, auxilie-os a enxergar o que há de positivo em meio aos desafios. Para tanto, busque extrair toda possível sensação de bem-estar relativa a qualquer aspecto que esteja progredindo. Acredite: isso pode ajudá-los a “recarregar as baterias”.

Marque uma consulta com um especialista

Caso você perceba que os seus filhos têm alguma dificuldade de se abrir ou o quadro de esgotamento emocional já esteja causando reflexos negativos em outros âmbitos — prejudicando até mesmo a saúde física dos jovens —, é altamente recomendável buscar um especialista. Um profissional saberá identificar a melhor abordagem de acordo com a personalidade deles e terá um olhar treinado para identificar quaisquer outras condições que possam já ter agravado o quadro, então, não hesite em buscar ajuda.

Por fim, é importante pontuar que, se não tratado, o esgotamento emocional pode trazer consequências de maior impacto, evoluindo para problemas de saúde mais graves. Além disso, os jovens também podem experienciar quedas na imunidade, tornando-se mais expostos a outros problemas, como resfriados, infecções, gripes etc., havendo ainda alterações nos níveis de oxigenação, elevação do risco de surgimento de doenças cardíacas, elevação da pressão arterial — o que pode levar, inclusive, a um AVC.

Este post foi útil para ajudá-lo a identificar o melhor caminho a tomar a fim de prevenir o esgotamento emocional em crianças e adolescentes ou, ao menos, o agravamento dos sintomas? Então, aproveite e curta a nossa página no Facebook para ficar por dentro das próximas publicações!

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