gamificação

O que é gamificação e como pode ser aplicada no âmbito escolar?

A educação passou por diversas transformações nos últimos anos, muitas delas impulsionadas pela tecnologia. Com isso, os educadores ganham mais ferramentas para engajar os estudantes e facilitar o aprendizado. Uma das tendências que chamam a atenção da comunidade escolar é a gamificação.

Aliar elementos de jogos ao processo de ensino-aprendizado é importante, sobretudo diante do interesse que crianças e jovens têm nesse tema. Para se ter uma ideia, o Brasil reúne 84 milhões de gamers –– como são chamadas as pessoas que dedicam horas do dia aos consoles e games de dispositivos móveis e computadores.

Diante desses dados, podemos concluir que a gamificação é uma boa aposta para a educação pós-pandemia. Entenda mais sobre essa ideia e como os estudantes podem se beneficiar com ela!

O que é gamificação?

A gamificação é o uso de elementos de jogos para propósitos distintos, não somente pelo puro entretenimento. No âmbito escolar, pode ser inserida em sala de aula e até mesmo na educação híbrida. Entre os recursos utilizados estão:

  • ranking;
  • personagens;
  • regras e normas de conduta;
  • pontuação;
  • missões, fases e etapas;
  • acompanhamento de desempenho e progresso;
  • desafios especiais;
  • premiações.

Vale lembrar que a gamificação não se trata de usar jogos prontos em sala de aula, a fim de explorar o lúdico. A ideia é inserir esses elementos e criar um processo de aprendizado ao redor do game.

Quando se trata de metodologias ativas, que colocam o estudante no protagonismo de seu aprendizado, a gamificação tem muito a contribuir. E isso pode acontecer não apenas com os conteúdos das disciplinas base, mas também com temas de igual relevância no desenvolvimento de crianças e jovens, como é o caso da educação financeira.

Como a educação pode se beneficiar com a gamificação?

Sendo mais um bom exemplo da atuação tecnologia na educação, a gamificação traz retornos rápidos e positivos aos estudantes. Entenda alguns dos benefícios conquistados a partir desse investimento.

Retém a atenção

A concentração é um dos principais ganhos com a gamificação aplicada no âmbito escolar. Devido à interatividade proposta pelos desafios, o estudante não vai querer desviar a sua atenção das instruções e regras para evitar a perda de pontos ou que algum concorrente o supere. Logo, deposita maiores esforços no aprendizado.

Em casa, as crianças e jovens demoram para responder quando estão jogando, concorda? Isso porque estão focadas em outros objetivos –– e esse será o cenário quando os elementos de games são inseridos no aprendizado.

Desenvolve o raciocínio lógico

Durante o período escolar, o estudante aprende muito mais do que as disciplinas curriculares. Algumas habilidades cognitivas são moldadas nessa trajetória, o que favorece o seu desenvolvimento. Assim como o esporte na escola traz lições de trabalho em equipe, paciência e autonomia, a gamificação pode estimular outras áreas tão importantes quanto, como é o caso do raciocínio lógico.

Para desenvolver os desafios, muitas vezes, será preciso tomar decisões rápidas e certeiras, por meio de alguma linha de pensamento. Esse raciocínio lógico ajuda também na argumentação e outros aspectos da vida pessoal e profissional desse estudante.

Aguça a curiosidade

A curiosidade é uma boa aliada, principalmente das crianças, em suas primeiras descobertas. Ao longo da vida, ela também nos motiva a aprender cada vez mais e não nos contentarmos com o superficial. Essa habilidade é estimulada com a gamificação na escola.

O senso de urgência também acompanha essa curiosidade. Para somar mais pontos, concluir logo os desafios e ficar em primeiro lugar, o estudante quer adquirir o conhecimento de imediato.

Auxilia na retenção de informações

Para conquistar vitórias, o aluno precisa se empenhar nos estudos. Com isso, os resultados na aquisição de conhecimento são evidentes e satisfatórios. E essa é a principal vantagem da gamificação. Uma disciplina de retenção mais complicada tem muito a ganhar com esse incentivo.

Como tornar a gamificação mais eficiente?

Os estudantes têm um papel fundamental em seu aprendizado, ainda mais quando se trata de uma novidade como a gamificação. Afinal, eles precisam se engajar com as atividades propostas. Nesse sentido, tanto os educadores quanto os pais podem contribuir para tornar a experiência mais empolgante e eficiente para a criança ou jovem.

A seguir, veja alguns exemplos dentro dos fundamentos da gamificação para o âmbito escolar que podem potencializar a prática!

Storytelling

Tudo começa com uma boa história. Como vimos, o que categoriza a gamificação é a aplicação dos elementos de jogos em um cenário fora das telas de TV, computador ou dispositivos móveis. Isso significa que não basta simplesmente incluir pontuação ou missões sem uma narrativa por trás.

É sobre isso que se trata o storytelling: o uso da narrativa para atrair a atenção dos interlocutores –– neste caso, os estudantes. Em casa, é possível criar essa história junto aos filhos, a partir dos temas que realmente despertam o interesse deles.

Vamos supor que surja a ideia de missões no espaço: o estudante é um astronauta que precisa consertar seu veículo para retornar à Terra. Cada exercício que ele acerta da tarefa de casa é uma nova ferramenta ou técnica para montar as peças. Já os erros adicionam complicações –– que podem ser contornadas se ele tentar novamente e acertar a questão. Que tal?

Competições

Uma competição saudável é um fator capaz de motivar os estudantes a se envolverem ainda mais. A escola ou os educadores podem propor um ranking semanal para os melhores desempenhos, que levam o reconhecimento diante da turma.

Em casa, os pais também podem contribuir com algumas lições. Com esses desafios competitivos, dá para ensinar os filhos a lidarem com derrotas e a aceitarem as vitórias de amigos. Dessa forma, ganham uma dose extra de maturidade, tão valiosa no desenvolvimento de qualquer pessoa.

Missões

Ainda usando o caso anterior, a missão seria consertar a espaçonave, certo? O estudante provavelmente vai se esforçar para responder as questões de forma correta para concluí-la com sucesso. Mas se o incentivo terminar por aí, a motivação pode se minimizar aos poucos. Por isso, é importante que existam fases paralelas.

Vamos ao exemplo: além da espaçonave, o estudante astronauta precisa tirar boas notas nas provas para preencher a barra de comida. Quanto melhor o desempenho, mais fácil será a sobrevivência na missão, concorda? Os pais podem contar com a ajuda dos educadores para criar fases de acordo com o processo de ensino e o projeto pedagógico em questão.

Recompensas

Aqui, vale ter um cuidado importante: a criança ou jovem deve entender que o aprendizado é o maior prêmio para a sua dedicação. É o estudo que permitirá seu desenvolvimento enquanto cidadão, que no futuro vai contribuir com a sociedade por meio da sua atuação profissional. Ou seja, ele precisa se dedicar e não apenas se motivar pelas recompensas.

Com essa questão em mente, é possível sim reforçar a motivação com premiações pequenas e simples. A cada missão vencida, elas podem aparecer em forma de medalhas –– que não precisam, necessariamente, ser físicas. Ao fim de um semestre ou bimestre, essa recompensa pode ser maior, algo que vocês combinam em família.

Se os estudantes já são gamers fora do ambiente escolar, por que não aliar essa ideia à educação, certo? Ao entrarem em contato com a gamificação, certamente os conteúdos dados pelos professores vão parecer mais interessantes e atrativos para se estudar. No fim das contas, os benefícios são vistos por todos os lados, tanto para a escola quanto para os alunos e seus pais.

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