Você já ouviu falar sobre o movimento maker? A expressão que vem da língua inglesa significa “criador” e se refere a uma extensão do famoso Do It Yourself (DIY) ou “faça você mesmo”. Como os nomes já indicam, se trata de uma cultura de pessoas que colocam a mão na massa e fazem coisas incríveis.

O movimento maker é uma tendência muito moderna, que traz grandes benefícios ambientais e educacionais. Com isso, ele se mostra uma boa maneira de combater vários problemas da atualidade.

Ficou curioso para saber mais sobre essa novidade? Continue a leitura e entenda o que é, quais as vantagens e como ele beneficia a educação!

O que é movimento maker?

A proposta desse movimento é que qualquer pessoa possa construir seus objetos. Assim, a ideia é que todos aqueles que tiverem interesse consigam consertar, reformar ou criar os mais diversos artefatos.

A ampliação do uso das tecnologias foi importante para o crescimento desse movimento. Ele se expandiu quando a revista estadunidense Make Magazine realizou um evento chamado Maker Faire (feira dos criadores), no ano de 2005. Seu sucesso foi tão grande que atraiu muitas pessoas e grandes marcas.

Desde então, o evento passou a ser realizado em vários países e essa cultura se espalhou. Para isso, foram criadas tecnologias de acesso simples, como a impressora 3D e programas de uso aberto e fácil.

No Brasil, as pessoas que se interessam pelo tema podem conhecer o FabLab , que é uma oficina de cultura maker e fabricação digital. Novidades também são trazidas para o país por meio da Campus Party, um evento de inovação e tecnologia de nível internacional.

Por que ele é importante?

O movimento maker traz uma mudança de pensamento muito benéfica para jovens e adultos. Ela oferece uma oportunidade única de aprendizado de novas habilidades por meio de atividades práticas. Conheça alguns dos seus efeitos positivos:

Melhor uso de recursos

A experiência prática é uma forma de dar outro significado aos objetos, uma vez que eles não precisam ser descartados quando apresentam algum defeito ou quando já estão velhos. Por meio da construção e reconstrução, é possível que os materiais sejam reaproveitados de maneira criativa.

Isso ajuda a evitar o desperdício e faz com que os makers tenham um vínculo maior com os seus objetos, o que pode prolongar a sua vida útil. É uma iniciativa contrária às práticas correntes de acúmulo de coisas que são trocadas com pouco tempo de uso.

Desenvolvimento da criatividade

Quando uma pessoa tem contato com esse tipo de cultura, ela é convidada a explorar a sua criatividade e a encontrar formas interessantes de resolver os problemas. Isso acontece sem pressão, apenas pela diversão de construir algo novo.

Dessa maneira, o raciocínio se torna ágil e fica mais fácil encontrar soluções para os problemas. Além disso, é um bom exercício de protagonismo, já que cada ideia é importante e pode dar origem a algo incrível.

Mais engajamento social

O processo de criação pode ser feito individualmente, mas existem muitos benefícios quando isso acontece em grupo. Dessa forma, as pessoas desenvolvem o engajamento social, o senso de colaboração e o espírito de equipe.

Apesar de parecer um pouco distante, esse tipo de cultura sempre fez parte da vida da maioria das pessoas. Ele não se refere apenas a coisas complexas e informatizadas, já que também pode ser aplicado nas ideias mais simples e cotidianas.

Todos aqueles que já personalizaram uma roupa, transformaram o uso de algum objeto, criaram alguma coisa interessante ou encontraram uma solução criativa para algum problema agiram como makers.

Como ele deve ser estimulado na escola?

É importante que as escolas estejam sempre alinhadas às mudanças da sociedade. Atualmente as habilidades de encontrar soluções para os problemas, fazer o bom uso das tecnologias e ter um pensamento criativo são fundamentais na formação pessoal e profissional.

A curiosidade e a disposição para “colocar a mão na massa” são naturais para as crianças. Tudo o que a escola precisa fazer é oferecer os estímulos certos para que essas capacidades sejam ampliadas.

Para que isso seja uma realidade nas escolas, não é preciso que exista um laboratório específico para as criações. A proposta pode ser adotada no cotidiano escolar, por meio do bom uso das tecnologias e de atividades práticas. Veja alguns exemplos:

Experimentos científicos

A escola pode propor experimentos científicos não apenas em laboratórios, mas também por meio da criação de equipamentos ou do uso de materiais simples do cotidiano. Para isso também podem ser usados softwares com essa função.

Exposição de trabalhos dos alunos

É fundamental que no colégio haja incentivo para a criação dos estudantes. Para isso, pode-se apostar em feiras e exposições onde os trabalhos sejam expostos e até mesmo experimentados, quando isso for possível.

Customização de roupas

Oficinas de customização ou mesmo de criação de roupas são muito simples e podem ser feitas com o auxílio da escola. Isso pode acontecer com o uso de tecnologias ou apenas com os materiais tradicionais.

Cuidados com a terra

Aprender a transformar alimentos em adubo ou a cuidar da terra é muito benéfico para crianças e adolescentes. Existem muitas atividades que podem ser feitas na escola, como a compostagem e o plantio.

Quando a escola adota o movimento maker como parte de seu cotidiano, consegue envolver mais os alunos, pois eles têm acesso a uma vivência mais prática. Isso melhora o aprendizado e ajuda a desenvolver novas habilidades. Trata-se da união entre criatividade, inovação e desenvolvimento tecnológico, que são essenciais para a vida moderna.

Como você viu neste post, o movimento maker é uma tendência com muitas vantagens e que pode ser adotado no cotidiano de qualquer pessoa. Não é exclusivo das feiras ou dos laboratórios; basta usar a criatividade para construir o que desejar em qualquer lugar. Por isso, é importante que essa cultura seja explorada na escola para melhorar o desenvolvimento dos jovens.

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