O novo ensino médio é um projeto de alteração para essa etapa da educação básica. A reforma passou por um longo período de discussões até que virasse lei, o que traz mudanças importantes para todas as escolas brasileiras. As determinações orientam grandes modificações na grade curricular e nas metodologias de ensino-aprendizagem.

As regras devem ser seguidas tanto pela rede pública de ensino quanto pelas escolas particulares. Por isso, é muito importante que se compreenda o que muda na educação, afinal, ela é a base do país e isso afeta a todas as pessoas.

Para que você entenda melhor as modificações do novo ensino médio e como isso alterará a rotina das escolas, preparamos este post. Continue a leitura para conferir!

O que é o novo ensino médio?

A renovação do ensino médio começou a ser pensada em 2016, por meio de uma lei aprovada pelo então presidente Michel Temer. A proposta passou por muitas alterações e revisões, o que resultou em mudanças na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), que regulamenta o ensino no Brasil.

As mudanças são orientadas por outro documento, a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), que tem a finalidade de definir as aprendizagens essenciais para cada etapa da educação básica.

Com isso, a expectativa é nivelar o ensino no país, além de combater o problema da evasão escolar. Assim, se espera tornar a educação mais moderna e conectada com a vida prática dos estudantes.

O que muda com o novo ensino médio?

Como você pôde perceber, os documentos determinam mudanças muito importantes nas escolas de todo o país. Conheça as principais.

Nova carga horária

A carga horária do ensino médio era de 2.400 horas. Agora, deverá passar para 3.000 horas, divididas em 1.000 horas por ano. Dessa maneira, espera-se que professores e alunos consigam mais tempo para desenvolver o aprendizado.

Alteração na grade curricular

Uma das mudanças mais importantes no novo ensino médio é em relação à grade curricular. Em vez de contarmos com uma lista de matérias obrigatórias como era antes, agora as aulas serão divididas em itinerários formativos.

Para isso, serão obrigatórias apenas as aulas de matemática e linguagens (português e inglês), que ocuparão 1.800 horas. As demais áreas do saber serão distribuídas entre as outras 1.200 horas. Isso acontecerá de acordo com a disponibilidade da instituição, as necessidades locais e também os interesses dos estudantes.

Os itinerários são divididos em:

  • linguagens e suas tecnologias;
  • matemática e suas tecnologias;
  • ciências da natureza e suas tecnologias;
  • ciências humanas e sociais aplicadas;
  • formação técnica e profissional.

Com isso, a expectativa é que os alunos tenham mais flexibilidade para escolher as áreas que estejam alinhadas com os seus interesses pessoais. Da mesma maneira, se espera que tenham a possibilidade de obter a formação capaz de oferecer uma preparação para o mercado de trabalho.

Aulas em tempo integral

As escolas precisarão oferecer também o ensino médio integral. Isso acontecerá de maneira progressiva e com um prazo maior do que as demais mudanças. Com isso, serão acrescidas mais 1.400 horas na carga horária.

De acordo com a lei, o ensino médio integral não será obrigatório para todas as escolas, mas a sua oferta deverá ser ampliada. Dessa maneira, o estudante poderá contar, além das aulas regulares, com oficinas, atividades culturais e esportivas etc.

Como as escolas devem se adequar?

Todas as mudanças representam um grande desafio para os educadores, além de uma transição importante para os estudantes e para as famílias. É preciso considerar que as escolas deverão ter um bom planejamento, que considere as particularidades dos alunos que recebe, para que isso tenha um impacto positivo.

Nesse sentido, as escolas devem estimular a autonomia dos estudantes, além de oferecer as possibilidades de uma formação completa e de qualidade. Isso é importante para tornar o ensino atrativo e evitar a defasagem de conteúdo.

As escolas precisam começar a se adaptar para que atendam às novas determinações. O projeto não define como devem ser as aulas — isso fica a critério das instituições —, por isso é tão importante que a comunidade escolar se empenhe em construir um bom planejamento pedagógico. A mudança completa deverá acontecer até 2022. O prazo permite que as transições aconteçam de maneira gradativa.

Maior protagonismo dos alunos

Com a flexibilização proporcionada pelo novo ensino médio, as escolas precisam oferecer opções para que os estudantes escolham de forma autônoma como desejam construir a própria educação.

Para isso, é importante que a instituição abra espaço para que os alunos exponham seus interesses e expectativas e também considere as necessidades do mercado e da sociedade. É um passo importante para estimular o protagonismo do aluno, mas que precisa acontecer com metodologias consistentes e eficazes, para evitar a perda de qualidade no ensino.

Interdisciplinaridade

É importante que as escolas aproveitem o novo formato para que invistam na interdisciplinaridade. Com a distribuição das matérias em itinerários formativos, é viável que a instituição estabeleça relações entre as áreas do saber, o que é muito benéfico para a formação.

Com isso, é possível conectar os conhecimentos, construir uma visão mais crítica e ampliar a capacidade de tomar decisões. Isso acontece porque os alunos têm a oportunidade de observar um tema de forma mais completa, por diferentes perspectivas.

Mudanças no Enem

As escolas precisam considerar também as exigências do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Essa prova, que é fundamental para o ingresso no ensino superior, também passará por modificações. Assim, o exame deve ter um dia para as matérias obrigatórias e outro para os itinerários formativos — de acordo com a opção do participante.

Como vimos, o novo ensino médio traz alterações significativas para todas as escolas brasileiras, o que vai mudar muito a forma de se educar e de se aprender no país. É importante acompanhar as modificações propostas, pois elas trarão um grande impacto na educação dos jovens, o que afeta toda a sociedade.

O que você acha do novo ensino médio? Acredita que ele pode melhorar a educação brasileira? Conte para a gente nos comentários!

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