perigos da internet

4 principais perigos da internet que os pais devem ficar de olho

Tanto quanto pode ser um universo de diversão e de estímulo ao aprendizado, o meio digital pode representar um ambiente de risco, especialmente para as crianças — o que não necessariamente significa que os adolescentes estão suficientemente seguros. Então, considerando que praticamente 90% daqueles que compõem os dois grupos estão conectados no Brasil, conforme uma pesquisa divulgada pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil, conhecer os perigos da Internet é indispensável para se manter vigilante.

De “predadores cibernéticos” a postagens que incitam ódio nas inúmeras redes sociais, muitos são os problemas aos quais os pequenos e os jovens estão expostos. Nesse sentido, inexistindo uma fiscalização atenta por parte dos pais e responsáveis, os filhos podem se tornar alvos fáceis de um sem-número de ameaças no ambiente virtual.

Considerando que esse tema se trata, na verdade, mais de uma questão de conscientização, pensando na sua tamanha importância, neste post, vamos listar os 4 principais perigos da Internet e, ao final, como é possível “driblá-los” sem radicalismos. Vamos conferir?!

Quais são os principais riscos aos quais os seus filhos podem estar expostos?

1. Cyberbullying

Também conhecido como assédio virtual, esse é um novo tipo de agressão que vem se tornando comum no meio digital. A intenção por trás, via de regra, é propagar imagens e/ou mensagens cruéis a fim de que viralizem pelas diversas mídias. Duas das razões que elevam tanto o nível de gravidade dessa ameaça são a rápida disseminação e a — praticamente inevitável — permanência no meio online.

2. Exposição indevida de dados privados

É bastante comum que crianças e adolescentes ainda não compreendam bem a importância de haver limites quanto ao que é divulgado no universo virtual. Isso, por sua vez, acaba representando mais um dos perigos da Internet, já que, por vezes, eles podem publicar informações pessoais e que não deveriam ser de conhecimento público. Nesse caso, a exposição pode envolver desde imagens constrangedoras até, por exemplo, o endereço residencial.

3. Download de arquivos maliciosos

Um malware, em termos simples, é um software que, quando instalado no computador — o que acontece sem a permissão e/ou o conhecimento da vítima —, executa diversas ações prejudiciais ao sistema operacional e pode abarcar, por exemplo, o acesso a informações pessoais, como dados bancários. Geralmente, o download acontece a partir da indução por parte de cybercriminosos e, embora usuários adultos estejam também sujeitos a isso, crianças e adolescentes são muito mais propensos a serem “seduzidos” pelo golpe.

4. Sextorsão

Também conhecida como “sextortion”, caracteriza-se por uma espécie de chantagem feita a crianças e jovens com o uso de intimidação, por meio de ameaças de propagação virtual de vídeos ou imagens de cunho sexual, em regra, feitos pela própria vítima. Nesses casos, quem está por trás da extorsão deseja dar continuidade à exploração sexual, havendo a possibilidade de as circunstâncias se tornarem ainda mais gravosas.

Como evitar a exposição aos perigos da Internet?

É possível que você já tenha lido ou ouvido falar algo sobre o fato de a segurança das crianças e dos adolescentes no meio digital ser uma responsabilidade de todos — o que geralmente é abordado em pautas relativas a políticas públicas. No entanto, ainda que, de fato, essas iniciativas sejam relevantes, a forma como os pais e/ou responsáveis conduzem a utilização da tecnologia por parte dos filhos é determinante para a garantia da sua proteção.

Nesse sentido, a dica-chave é: seja participativo na vida digital dos seus filhos. Para tanto, é fundamental adotar imediatamente algumas atitudes com o objetivo de orientá-los e conscientizá-los — mas mantendo sempre em mente que falamos de pequenos e jovens, portanto, a vigilância permanece fundamental —, como:

  • explique a eles que muitas pessoas fingem ser o que não são, porém, sendo cauteloso na escolha das palavras, afinal, o intuito não é despertar pânico;
  • reforce regularmente o cuidado que se deve ter ao compartilhar vídeos e/ou fotos com quem quer que seja;
  • alerte sobre os riscos da marcação de encontros presenciais, mesmo em circunstâncias que, para eles, pareçam “inofensivas” ou seguras;
  • limite o acesso a determinados sites que podem expô-los a conteúdos inapropriados, instalando filtros de segurança, por exemplo;
  • monitore de perto o acesso, mantendo-se atento às páginas que os seus filhos visitam;
  • apresente opções de entretenimento seguras no meio digital.

Como visto, os perigos da Internet são diversos e, muito provavelmente, sempre existirão. No entanto, não é necessário enxergá-la como uma ameaça em potencial e tentar restringir o acesso no intuito de proteger as crianças e os adolescentes. Lembre-se de que a melhor saída é sempre manter um diálogo aberto e honesto e, é claro, em paralelo, estar constantemente atento ao que acontece no universo digital.

Este post foi útil? Você já coloca em prática alguma das dicas elencadas? Deixe o seu relato nos comentários!

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