regras e limites na educação dos filhos

7 práticas para impor regras e limites na educação dos filhos

Estabelecer regras e limites na educação dos filhos é fundamental para que, futuramente, eles se tornem independentes, responsáveis e preparados — inclusive em termos de caráter — para o mundo. Mas naturalmente, tais restrições devem ser determinadas de maneira não apenas estratégica, mas também bem pensada, não impostas meramente pela vontade dos pais e/ou responsáveis.

A disciplina precisa se fazer presente em todas as etapas da infância e da adolescência e, nessa missão de educá-los, os pais devem ser persistentes e determinados e, principalmente, devem exercer a sua autoridade para mantê-los em um caminho seguro ao longo da jornada de desenvolvimento. Contudo, é essencial que se saiba dosar a rigidez e o carinho, pois se fazer respeitado não se confunde com agir com autoritarismo e o objetivo principal sempre deve ser manter uma relação tão saudável quanto possível com os filhos.

Pensando no quão desafiadora a manutenção desse equilíbrio pode ser, nós elaboramos este post. A ideia é elencar dicas-chave para ajudá-lo nessa empreitada. Vamos lá?

1. Nunca suborne

Às vezes, os pais e/ou responsáveis, no intuito de conseguir algo por parte das crianças e dos adolescentes, oferecem alguma espécie de “recompensa” — por exemplo, para que eles deixem de apresentar um determinado comportamento indesejado. Mesmo que em um primeiro momento essa atitude possa gerar o resultado esperado, via de regra, é algo momentâneo.

Além disso, ações assim acabam incutindo nos filhos a ideia de que bons comportamentos implicam diretamente recompensas, “prêmios”. Ou seja, a noção do que é errado e do que é certo não é fomentada. Sendo assim, prefira demonstrar, sempre que for possível, sinais de aprovação diante de boas condutas ou de mudanças de atitudes reprováveis. Nesses casos, um sorriso de aprovação e/ou uma fala de incentivo já se mostram suficientes para consolidar o aprendizado.

2. Evite punições extremamente severas

É verdade que, em alguns casos, as punições até podem gerar efeitos positivos em crianças e adolescentes em se tratando da imposição de regras e limites na educação dos filhos mas, em outros, esse tipo de prática pode provocar ressentimentos e até revolta para com as condutas dos pais e responsáveis. Ademais, é importante ressaltar que, ao recorrer a medidas como essas, os filhos não amadurecem a ideia de que devem agir de forma determinada porque é a correta, mas, sim, para evitar que sejam, por exemplo, castigados.

O mais recomendável é que vocês optem por demonstrar, por meio da fala, o descontentamento que sentem em relação ao comportamento reprovável, de modo que eles realmente compreendam que não devem ultrapassar aquele limite.

3. Priorize o bom diálogo

As regras de comportamento podem ser estabelecidas por meio da conversa. É verdade que o ensinamento com base no diálogo requer um emprego de esforço maior pelos responsáveis, mesmo porque nem sempre é fácil se manter firme ao dar uma ordem. É comum que as crianças e adolescentes não compreendem e insistam em fazer questionamentos. Logo, as repetições certamente farão parte do seu dia a dia e você deve transmitir segurança a eles.

4. Estabeleça “acordos”

A depender da idade dos seus filhos, combinar um comportamento determinado pode funcionar bem. A ideia, na adoção desse tipo de medida, é definir os limites firmando uma espécie de “parceria” — o que, via de regra, é mais eficaz em ocasiões pontuais, como antes de um evento quando há um objetivo a ser atingido.

Por exemplo, ao irem ao shopping, os pais e/ou responsáveis podem deixar bem claro para os pequenos que nenhum brinquedo será comprado. Ou, caso eles queiram uma guloseima, é possível acordar que apenas um poderá ser escolhido por cada. Dessa forma, além de evitar situações desagradáveis, você anulará uma ansiedade desnecessária nas crianças.

5. Não faça ameaças

Da mesma maneira que falas agressivas, as ameaças aos filhos podem ser muito negativas para o desenvolvimento deles. Afinal, a presença do medo nas relações familiares e na criação tem o potencial de desencadear ressentimentos e traumas, o que pode prejudicar significativamente o bom relacionamento.

Além disso, se uma ameaça feita não for cumprida, por exemplo, isso não somente prejudicará a autoridade paternal, mas também induzirá os seus filhos a pensarem que transgredir os limites determinados não implicará consequências.

6. Cumpra as consequências que foram estabelecidas

Complementando o tópico anterior, se houve o estabelecimento de uma consequência para o descumprimento de uma determinada regra, é indispensável cumpri-la, de modo que não pode existir nenhum tipo de hesitação nesse ponto. Do contrário, como dito, os seus filhos provavelmente não respeitarão os limites definidos se notarem que inexiste a intenção de realmente haver a aplicação da “pena” prometida.

No entanto, lembre-se de sempre se certificar que eles estão cientes da razão pela qual estão sendo punidos, pois, do contrário, não aprenderão nada.

7. Jamais questione a autoridade do(a) parceiro(a)

A nossa última dica — mas não menos importante — é garantir que a autoridade dos responsáveis coexista de modo harmônico. Conflitos entre as falas ou problemas familiares têm o potencial de gerar uma grande confusão na cabeça dos filhos, principalmente se houver a diminuição e/ou o questionamento da autoridade de um dos pais.

Inclusive, com o tempo, as crianças e os adolescentes podem passar a desconsiderar tal autoridade. Sendo assim, é essencial que os pais sempre conversem previamente acerca da conduta a ser adotada diante do conflito com os filhos, de forma que a abordagem seja o mais bem-sucedida possível.

Como visto, a imposição de regras e limites na educação dos filhos é essencial, inclusive para o processo de amadurecimento. Afinal, ainda que nas fases da infância e da adolescência, eles demonstrem resistência, posteriormente, eles se sentirão mais seguros e protegidos, além de crescerem com a noção de certo e de errado. Do contrário, há grandes chances de que, futuramente, as crianças e os adolescentes se transformem em adultos que não conseguem tomar decisões, sejam impulsivos e, possivelmente, até depressivos.

E você? Como vem lidando o estabelecimento de limites e com as atitudes transgressoras dos seus filhos? Alguma das dicas elencadas no post já faz parte do cotidiano? Deixe o seu comentário e contribua com a sua opinião!

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