O relacionamento entre irmãos é sempre cheio de emoções, não é mesmo? Ora de muita diversão, companheirismo, ora cheio de conflitos e desavenças. Isso é muito natural, afinal de contas, são indivíduos com personalidades e desejos diferentes.

Isso acontece pela diferença de idade, sexo, desafios externos que estão vivenciando, relacionamento com os pais, sentimentos etc. São tantos fatores que podem influenciar a conexão entre irmãos que muitas vezes é difícil fazer uma leitura de como uma briga começou.

A verdade é que os filhos não conseguem identificar muitos de seus sentimentos que acabam influenciando nas ações com o outro, por isso a presença dos pais para buscar entendimento e o equilíbrio emocional é essencial. Quer algumas dicas sobre o assunto? Continue a leitura deste post!

Por que o relacionamento entre irmãos é importante?

A relação de um filho com seus pais é única. Algumas linhas da psicologia dizem que os bebês, nos primeiros meses de vida, continuam entendendo que eles e a mãe são um só. Ou seja, é uma relação difícil de se repetir.

O relacionamento com um irmão pode ser comparado ao que uma criança vai experimentar em outros lugares e situações, como na escola, entre amigos ou até mesmo na fase adulta, com um colega de trabalho e seu chefe.

Existe uma conexão, um motivo para a convivência que não está relacionada afetuosamente ao fato de que um é o genitor ou responsável pela criação do outro. Isso significa que irmãos não se amam? A maioria deles sim, mas não é uma condição que venha desde seu nascimento, mas cultivada no seio familiar.

Portanto, o relacionamento entre irmãos é uma grande escola para que cada um deles desenvolva empatia, aprenda a compartilhar, debater, aceitar e amar outro indivíduo além dele mesmo.

É claro que tais aprendizados não dependem exclusivamente da presença de um irmão. Filhos únicos também podem desenvolver tais emoções e atitudes em outros modelos de relacionamento, mas quando há a chegada de um novo membro para a família, tudo isso se passa dentro de casa e sob a supervisão dos pais.

Como os pais podem ajudar a melhorar essa convivência?

Educar um filho traz uma série de desafios para os pais, e quando outro elemento entra nessa equação para dividir a atenção e o afeto, novos dilemas surgem nessa relação.

Por isso, os pais também devem aceitar a posição de aprendizes, entendendo que não existem experiências prévias e idênticas que os capacitem suficientemente para acertar em tudo na educação dos irmãos.

Em outras palavras, é preciso se cobrar menos e aceitar que falhas nesse processo podem ocorrer, mas que com amor e as ferramentas certas é possível contornar a situação e usá-la para que todos aprendam lições importantes juntos.

Proponha atividades que aproximem os irmãos

Se o sentimento precisa ser construído, nada melhor do que atividades que sejam realizadas juntos, certo? Isso vale desde a primeira infância até o final da adolescência.

Considere brincadeiras que precisam de dois ou mais participantes e dê tarefas que demandem a interação e colaboração dos dois ou mais irmãos.

Se ter um cachorro é um desejo dos irmãos, por exemplo, pequenos cuidados como passear com o animal, guardar seus brinquedos espalhados pela casa, entre outras funções podem ser compartilhadas entre eles.

Isso permitirá que eles entendam que o trabalho bem distribuído não é demasiado para ninguém, e também gera situações em que um pode pedir um favor ao outro e, posteriormente, retribuir.

Procure ser sempre imparcial no dia a dia

Para que o relacionamento entre eles se fortaleça, é preciso que os pais sejam sempre imparciais em decisões que envolvam as crianças. Na distribuição de tarefas, por exemplo, é preciso obedecer a uma regra justa, que seja explicada e que todos compreendam.

Ainda que eles precisem se ajudar, essa é uma escolha que também deve partir de um deles. Se o pequeno fez uma grande bagunça com os brinquedos, não vai ser justo no ponto de vista do maior dar a ordem que os dois guardem juntos, certo?

Promova a mediação de brigas apenas quando necessário

O relacionamento com o irmão é uma escola para a vida, certo? Então, deixar que eles discutam seus pontos de vista, suas opiniões e defesas entre eles é uma forma de prepará-los para situações como essas da vida adulta.

Por isso, somente faça mediações das brigas e discussões quando realmente for necessário intervir. É muito importante que eles desenvolvam a capacidade de expor seus sentimentos e argumentos, assim como aprendam a escuta empática, que permite que eles se coloquem no lugar do outro.

Mantenha o diálogo frequente com todos os seus filhos

Converse com seus filhos e reflita sobre seus comportamentos, assuntos de interesse e experiências vivenciadas, seja individualmente, seja em família. Isso vai garantir que eles entendam que o diálogo é o caminho da resolução e que podem confiar em seus pais para tratar de assuntos diversos.

Também é pelo diálogo que os pais terão pistas sobre as razões que levaram ao desentendimento, à frustração. Conversando com seus filhos, os pais podem entender melhor o que é importante para eles ou o que está causando estresse.

Adolescentes que estejam se preparando para o Enem, por exemplo, podem vivenciar uma avalanche de sentimentos, ansiedade, estresse e medos que não conseguem descrever, mas que impactam diretamente em suas atitudes e relacionamentos com seus irmãos.

Evite fazer comparações

Comparar irmãos é um combustível perigoso para a competição que se forma entre eles, não por resultados escolares ou desempenho nos esportes, mas por atenção e amor de seus pais.

Eles precisam agir em colaboração e entender que o compartilhamento de seus recursos é uma realidade que eles precisam lidar — e que é positiva.

Desenvolva comportamentos saudáveis em família

Pense que as atitudes e opiniões dos pais e responsáveis influenciam as crianças. Por isso, desenvolva comportamentos saudáveis em família para que eles sirvam de exemplos.

Lembre que suas escolhas, as formas de educar, de avaliar situações e de interagir com outras pessoas são exemplos que as crianças tenderão a copiar.

Prezar pelo bom relacionamento entre irmãos é um processo contínuo, que deve envolver muito entendimento das partes envolvidas, empatia, paciência e amor. A partir do momento que as crianças e os adolescentes veem nos pais pessoas abertas a conversas e mediação de conflitos, tudo fica mais fácil.

Todas essas dicas para tornar o relacionamento entre irmãos mais rico não são tomadas isoladamente. Situações e desafios individuais também vão fazer parte da educação dos filhos.

A desobediência, por exemplo, poderá acontecer em conjunto com as brigas comuns do relacionamento entre irmãos. Quer saber como lidar com ela também? Então, complemente sua leitura entendendo as melhores formas de lidar com filhos desobedientes.

Powered by Rock Convert